Tag

mantega

Browsing

A nova equipe econômica de Dilma, formada por Joaquim Levy, na Fazenda, e Nelson Barbosa, no Planejamento,  encara o novo mandato da presidente com a maior inflação dos últimos 12 anos. As projeções são de taxa acima de 1% para janeiro de 2015. A última vez que o IPCA (índice oficial da inflação) ultrapassou esse percentual foi em março de 2003. As informações são da Folha de S.Paulo.

Apesar da economia pífia, com previsão de crescimento zero no próximo ano, os preços são pressionados pela alta da luz, do dólar e possivelmente dos combustíveis e transportes coletivos.

Com a dificuldade de pagar contas, o governo orienta a equipe econômica cortou as isenções de impostos, como a do IPI para carros e linha branca e a não vai mais represar preços nas estatais, como fizeram nos meses anteriores à eleição.

Com todas essas notícias, a expectativa para a economia em 2015 é de consumo baixo, economia fria, crescimento nulo e inflação crescente. Haja coração.

1434762

Do Painel, Folha de S. Paulo:

A proximidade de Joaquim Levy com Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central sob Fernando Henrique Cardos —e anunciado por Aécio Neves (PSDB) para a Fazenda caso fosse eleito—, é o principal trunfo do grupo do governo e do PT que quer reverter a ida do executivo para o lugar de Guido Mantega. Aliados de Aloizio Mercadante (Casa Civil), que prefere Alexandre Tombini no comando da economia, passaram a compilar artigos de Levy contra a política econômica.

De Cristiana Lôbo, G1:

Depois que Luiz Carlos Trabuco, presidente do Bradesco, declinou do convite para assumir o Ministério da Fazenda, entrou no jogo o nome de Joaquim Levy – que hoje é administrador de Fundos do banco. As conversas em Brasília indicam que a equipe econômica do segundo mandato deverá ser formada pela dupla Joaquim Levy e Alexandre Tombini. Ainda não está definido o desenho: quem vai para a Fazenda e quem vai comandar o Banco Central.

A presidente Dilma Rousseff pode anunciar ainda nesta quinta-feira (20) os nomes da equipe econômica do segundo mandato. A assessoria do Palácio do Planalto havia informado que a decisão ficaria para esta sexta (21), em razão da viagem dela a São Paulo para o velório do advogado Márcio Thomaz Bastos. No entanto, as conversas continuaram ao longo do dia e o anúncio pode ocorrer no fim do dia ou ficar para sexta.

Painel, Folha de S. Paulo:

Guido Mantega (Fazenda) ficou irritado com as críticas de Marta Suplicy à política econômica do governo, explicitadas na carta de demissão da senadora do Ministério da Cultura. Em conversa com auxiliares, o ministro, cuja saída do cargo também é iminente, rebateu a ex-ministra: “Das duas, uma: ou ela se rendeu ao discurso do mercado financeiro ou quer desviar atenção de sua gestão na Cultura”. E prosseguiu: “E não faltou dinheiro no ministério dela. O que faltou? Talento?”.

Imagem: Marcelo Camargo / Agência Brasil
gilberto_carvalho_2

Do Ricardo Noblat:

Ainda no primeiro turno da eleição presidencial deste ano, Dilma anunciou que Guido Mantega, ministro da Fazenda, deixaria o governo mesmo que ela fosse reeleita. Mantega então virou um ministro demitido no exercício temporário do cargo. Original, por suposto.

E Dilma? O que virou depois que Gilberto Carvalho, ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, disse em entrevista à BBC Brasil que ela “avançou pouco” no atendimento das demandas dos movimentos sociais e se afastou dos “principais atores na economia e na política”?

Arno Augustin

Além das defecções óbvias, como as dos paranaenses Paulo Bernardo e Gilbertinho Carvalho, a grande dúvida é na área financeira. Na mesma semana que Guido Mantega, ministro da Fazenda, diz que o resultado das eleições “mostra que a população está aprovando a política econômica que nós estamos praticando”, o secretário do Tesouro, Arno Augustin, o algoz do Paraná, para justificar o resultado fiscal negativo em R$ 25,5 bilhões, um déficit recorde nas contas públicas, jura que “o governo acha que optou pelo melhor para o país”.

A explicação de Augustin era sensivelmente piorada com o tom de voz exibido pelo secretário que, segundo os melhores observadores, carregava uma dose de consternação. Ele, como Mantega, também está limpando as gavetas. No máximo, poderá ganhar um cargo menor no Planalto.

Foto: Jorge William / Agência O Globo
mantega - jorge william - o globo

Do Globo:

Um dia após a reeleição da presidente Dilma Rousseff, o encarregado de dar os primeiros sinais sobre a política econômica no segundo mandato foi o ministro da Fazenda, Guido Mantega, que não permanecerá no governo. Enquanto Dilma não anuncia quem será o comandante da economia a partir de 2015, Mantega assumiu o papel de porta-voz e disse nesta segunda-feira que a vitória da presidente mostra que a população aprova a atual política.

— Estou feliz com o resultado das eleições. Isso mostra que a população está aprovando a política econômica que nós estamos praticando — disse o ministro.

jacques-wagner-brasilia

Do Lauro Jardim:

Está em curso uma forte articulação no PT para fazer de Jaques Wagner, um dos petistas vitoriosos nestas eleições, o novo ministro da Fazenda, caso Dilma Rousseff se reeleja. A ideia conta com a adesão de Lula. Dilma tem bom relacionamento com o governador da Bahia.

Mas Wagner? Que ligação com a economia teria um ex-estudante de engenharia que nunca completou o curso?

O exemplo de Antonio Palocci, médico de formação, é lembrado entre os poderosos petistas que abraçam o movimento. Wagner, como Palocci, também é um habilidoso conversador, um predicado obrigatório para aparar as arestas com o setor produtivo.

mantega inflação 13.10

A inflação, fantasma do passado presente e futuro da economia brasileira, volta a assombrar o bolso da população. O mercado financeiro elevou estimativa de inflação deste ano para 6,45%, quase no limite do teto da meta do governo, é de 4,5 por cento, com margem de 2 pontos percentuais para mais ou menos. Com informações da Reuters.

Diante de sinais de maior pressão da alta dos preços, economistas de instituições financeiras voltaram a ver a inflação muito perto do teto da meta do governo neste ano, ao mesmo tempo em que mantiveram a perspectiva de novo aperto monetário em 2015.