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Gaudêncio Torquato

Gilbertinho, diminutivo que Lula usa para se referir a Gilberto Carvalho, ministro Chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, tem assumido mais o papel de exorcista do que o de ex-seminarista, ao fazer periódicas avaliações da presidente que despacha a poucos metros dele no Palácio do Planalto.

Ao invés de um Te Deum de Ação de Graças em louvor à administração que chega ao término do primeiro mandato, o ministro acaba de “exorcizar” mais alguns demônios que perseguiram a mandatária nos últimos quatro anos, dentre eles, “a falta de diálogo com os principais atores na economia e na política”, que teria gerado pouco avanço em demandas dos movimentos sociais, particularmente nas frentes da reforma agrária e da demarcação de terras indígenas.

Lula

Quando ocupava a Casa Civil, Dilma Rousseff fez um levantamento e concluiu que, no governo Lula, no Palácio da Alvorada, chegava-se a gastar, num dia, cerca de 80 quilos de carne por pessoa. Na área de bebidas, incluindo importadas, os gastos dariam para abastecer festas para mais de 200 pessoas – e igualmente por dia. Na época, ela demitiu o administrador que, supostamente, permaneceu no cargo devido a um pedido de Marisa Letícia, primeira-dama na época, ao marido-presidente.

Mais um relato da delação premiada de Paulo Roberto Costa. No início de 2011, Dilma Rousseff presidente, foi feita uma reunião na residência oficial do então presidente da Câmara, Marco Maia, do PT. Um jantar para o ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, Arlindo Chinaglia, do PT, e o anfitrião.

Simples e direto, o time do PT propôs a Paulo Roberto Costa alguns negócios que trouxessem vantagem para o partido. Para entusiasmar Costa, acenaram com a presidência da estatal em futuro próximo.

Pois, pois, parte do resultado desse entendimento foi operado por Alberto Yousseff. Costa nunca virou presidente. Mas tem boa memória para datas e fatos que vivenciou. Eis o troco.

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Ora, pois, novas revelações filtradas da delação premiada de Paulo Roberto Costa contam que, em 2010, logo que eleita, a presidente Dilma Rousseff quis abrir a Diretoria de Abastecimento da Petrobras, ocupada pelo próprio Paulo Roberto Costa, para Michel Temer e o PMDB.

O interlocutor foi o ministro Moreira Franco, do PMDB, que, em nome de Dilma, levou Paulo Roberto Costa para falar com Temer. Reunidos os três, acertados os ponteiros e os índices, Paulo Roberto Costa permaneceu na diretoria da Petrobras. E todos foram felizes até o dia em que a Polícia Federal entrou em cena.

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Do Fernando Tupan

A Mesa Executiva da Câmara Municipal de Curitiba estuda a criação de mais 38 cargos comissionados. Notícias de bastidores dão conta que um advogado e um procurador, cedido ao gabinete do presidente Paulo Salamuni (PV), estariam preparando o projeto de lei e que na próxima quinta-feira deve estar no SPL. O acréscimo de cargos é uma demanda dos parlamentares e uma promessa de Salamuni quando candidato em 2012.

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Depois da subida dos juros, do resultado fiscal ruim e da permanência da inflação acima da meta, Dilma acena com recuo na política expansionista

O eleitor que assistiu à campanha eleitoral com atenção deve estranhar os últimos anúncios feitos pelo governo. Duas semanas depois de ser reeleita, a presidente Dilma Rousseff já autorizou a subida dos juros, o reajuste do preço da gasolina e falou até mesmo sobre “ajuste fiscal” depois que o Tesouro Nacional divulgou que a economia do governo para pagar os juros da dívida está deficitária em 15 bilhões de reais até setembro deste ano. Curiosamente, trata-se de medidas que constavam do leque de ataques da presidente aos candidatos da oposição, Aécio Neves (PSDB) e Marina Silva (PSB). O ainda ministro da Fazenda Guido Mantega chegou até mesmo a sinalizar que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) receberá menos recursos a partir de 2015. O discurso em questão contraria sistematicamente tudo o que a presidente defendeu ao longo da corrida eleitoral. Agora, Dilma admite que haverá cortes de orçamento em 2015, o que implicará na redução de repasses para investimentos, por exemplo. Veja quais foram os mitos da campanha petista que caíram por terra nos primeiros dias após a reeleição.

Leia Mais na Veja.

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Antes de viajar, o governador Beto Richa (PSDB) deixou claro que não vai deixar que as auto-promoções da Defensoria Pública fiquem impunes. Nas redes sociais avisou que vai pedir rigor total na apuração das irregularidades. A defensoria autorizou aumentos em quase 100% dos próprios salários de R$ 10.684,38 para R$ 19.997,58, mas a maioria, recebeu mais de R$ 26,5 mil em setembro, ou seja, acima do teto constitucional. Os vencimentos, salários mais vantagens, oscilaram entre R$ 41 mil, R$ 27 mil, R$ 35 mil, R$ 30 mil, R$ 29 mil, R$ 27 mil. “Isso é inadmissível! Determinei de imediato à Controladoria Geral do Estado que abra uma investigação de possíveis irregularidades”.

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João Vaccari Neto, tesoureiro nacional do PT, alvo de acusações de Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef, queria deixar o Conselho Administrativo de Itapu, onde recebe R$ 20 mil mensais para aparecer em seis reuniões anuais. Agora, outros conselheiros aconselharam Vaccari a permanecer lá até dezembro, quando expira seu contrato. Ele aceitou e agradeceu: afinal, mais R$ 40 mil não fazem mal a ninguém.