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Maria do Rosário

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do Lauro Jardim:

A ação movida pelo Ministério Público no STF contra Jair Bolsonaro por causa de suas considerações a respeito de sua colega Maria do Rosário merecer ou não ser estuprada por ele, teve o primeiro andamento.

O ministro Luiz Fux determinou que Bolsonaro se explique em quinze dias. Até lá o deputado terá tempo para contorcer as palavras e ensaiar uma saída.

Ao comentar o caso envolvendo os deputados Jair Bolsonaro (PP-RJ) e a Maria do Rosário (PT-RS), o humorista Danilo Gentili, apresentador do programa The Noite, do SBT, disse estranhar a gritaria da esquerda e de setores da imprensa sobre o caso do deputado carioca e o silêncio sobre sobre outros, também graves.

Um é o de Eduardo Gaievski, ex-assessor da senadora Gleisi Hoffmann (PT), preso em novembro do ano passado e já condenado em dois dos 32 casos de estupro as quais é acusado. “Gleisi Hoffmann acobertou um pedófilo, que era seu assessor”, lembrou Gentili, ao se referir a Gaievski.

Durante a sessão de ontem, terça-feira, 9, na Câmara, Jair Bolsonaro (PP-RJ) disse que só não estupraria a deputada Maria do Rosário (PT-RS) porque ela não merecia. Além disso, mandou a deputada “catar coquinho” e disparou uma série de críticas a Dilma Rousseff e ao PT. Disse que este é o governo mais corrupto da história, e lembrou do assassinato de prefeito Celso Daniel. O discurso agressivo foi uma resposta de Bolsonaro à fala de Rosário que, minutos antes, havia criticado as manifestações que pedem a intervenção militar e defendido a Comissão da Verdade e a investigação de crimes da ditadura.

Bolsonaro foi o deputado federal mais votado no Rio de Janeiro, com aproximadamente 464 mil votos. O deputado já declarou que será candidato a Presidente da República em 2018.

Esta é a segunda vez que Bolsonaro se dirige à deputada petista desta forma. Em 2003, ele fez a mesma afirmação em frente à equipe de reportagem da Rede TV. Veja o vídeo deste caso.

Do Painel, Folha de S.Paulo:

Telefone sem fio A ministra Maria do Rosário (Direitos Humanos) contrariou orientação do Palácio do Planalto ao responsabilizar a oposição pelo boato sobre o fim do Bolsa Família. A ordem de Dilma Rousseff era que os ministros tratassem a questão, nas palavras de um auxiliar, como “assunto policial”, script adotado por Tereza Campello (Desenvolvimento Social) e José Eduardo Cardozo (Justiça). Rosário recuou no Twitter após ser informada da reação negativa à polêmica que ela suscitou.

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Por Ricardo Noblat:

A quem interessa o boato sobre o fim do mais importante programa social do governo, o Bolsa Família, responsável por um expressivo percentual de votos amealhado por Lula em 2006 e Dilma em 2010?

À oposição não interessa. Simplesmente por não ser verdade, o que daria ensejo ao governo para desmentir com veemência, como o fez.

Se fosse verdade, a oposição denunciaria o fim do programa como um ato de desumanidade do PT e se apropriaria dele. Prometeria mantê-lo caso chegasse ao poder.

Se por qualquer motivo o governo enxergasse a necessidade de reafirmar que o Bolsa Família é imexível, o boato somente o beneficiaria.

E o boateiro, caso fosse identificado, não mereceria cadeia, mas uma condecoração concedida por Dilma às escondidas.

Alvaro Dias respondeu a declaração da ministra-chefe da Secretaria dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, que responsabilizou a “central de notícias da oposição” pelos boatos sobre o fim do Bolsa Família.

“Se o governo anunciou que vai investigar, como pode antecipar-se e acusar irresponsavelmente a oposição? Poderíamos dizer que foi o governo que agiu dessa forma para prejudicar a oposição, mas não somos irresponsáveis de fazermos essa acusação. Qualquer que seja o objetivo do boato é um desrespeito especialmente àqueles que se beneficiam do programa”, disse Alvaro Dias.

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