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O governo da Suíça anunciou nesta quarta-feira (28) que o ex-presidente da CBF José Maria Marin aceitou ser extraditado para os Estados Unidos A informação foi confirmada pelo advogado de Marin no Brasil, Paulo Peixoto. “O dr. Marin da data de hoje [quarta] até dez dias vai aos EUA responder ao processo”, disse Peixoto à Folha de S. Paulo.

Marin, 83, está preso em Zurique desde o dia 27 de maio, acusado pelas autoridades americanas de envolvimento num esquema de corrupção relacionado a direitos de transmissão e marketing de competições. Foi detido com outros seis cartolas numa operação na véspera do congresso da Fifa.

del nero - coletiva

Em entrevista realizada na manhã desta sexta-feira (29), Marco Polo Del Nero, presidente da Confederação Brasileira de Futebol, comentou o escândalo deflagrado nesta semana envolvendo cartolas de todo o mundo, inclusive Marin, seu antecessor na CBF, que foi preso na operação. Del Nero descartou a possibilidade de deixar o cargo: “Não vou renunciar, porque não tenho nada a ver com isso”, disse o presidente da CBF.

Após o anúncio da prisão de José Maria Marin, ex-presidente da CBF, a atual gestão da Confederação Brasileira de Futebol reafirmou, via twiter, seu compromisso com a verdade e a transparência. A postagem foi enfática ao restringir este compromisso à atual administração, “iniciada no dia 16 de abril de 2015”, como destaca a publicação reproduzida aqui na sequência: cbf - twitter - 27.05.2015

Mas a história parece ser um pouco diferente. Uma rápida olhada no site da instituição, na seção Diretoria, mostra que Marin não é tão distante da atual gestão. Mais do que isso, o ex-presidente ainda ocupa o cargo de vice-presidente, de acordo com as informações do site. Veja :

cbf - site22
(Imagem: reprodução Site CBF – clique para ampliar)

Via romario.org:

O senador Romário comentou na manhã desta quarta-feira (27) a prisão do vice-presidente da CBF, José Maria Marin, ocorrida em Zurique, em uma operação da Polícia Americana. “Muitos dos corruptos e ladrões que fazem mal ao futebol foram presos. Inclusive um dos maiores do país, que se chama José Maria Marin”, declarou.

Veja:

Para o senador, é uma pena que as prisões não tenham ocorrido no Brasil. “Infelizmente, não foi a nossa polícia que prendeu. Ladrão tem que ir para a cadeia. Parabenizo o FBI e especialmente a Polícia Suíça pela atitude. Espero que isso repercuta positivamente e que isso passe a ser aplicado na América do Sul”.

As declarações foram feitas durante audiência pública realizada na Comissão de Educação, Cultura e Esporte, presidida por Romário. O senador relacionou a falta de recursos para o futebol feminino com a corrupção. “Até hoje o futebol feminino não dá lucro, não dá dinheiro. E onde não dá dinheiro, eles não podem roubar, não pode enriquecer ilicitamente, então, infelizmente eles não apoiam como tem que fazer”, disse.

marin, nicolas - petraglia

Ora, pois. Vejam só. Entre os indiciados no escândalo deflagrado hoje (27) em uma ação conjunta das Polícias dos Estados Unidos e da Suíça que derrubou cartolas de todos os continentes está Nicolás Leoz, presidente da Conmebol entre 1986 e 2013. Neste meio período, Leoz mandou o Atlético Paranaense, de Mario Celso Petraglia, finalista da Libertadores de 2005, jogar a partida de ida das finais em Porto Alegre, que fica a mais de 700 km da capital paranaense.

O regulamento exigia que o time mandante deveria jogar em um estádio com capacidade de pelo menos 40 mil espectadores. O Atlético construiu arquibancadas provisórias na Arena da Baixada e conseguiu a liberação do corpo de bombeiros para tal capacidade.

Na ocasião, o então presidente da Conmebol não quis ceder ao apelo das autoridades de segurança pública, que alertaram o risco de colocar duas torcidas na estrada e que também chegaram a liberar a capacidade exigida para que a partida fosse realizada no estádio atleticano.

Leoz mandou o jogo para o Rio Grande do Sul, distante da Arena, grande trunfo atleticano naquela competição. Melhor para o São Paulo, de Marin, amigo de Leon e indiciado no mesmo escândalo, que acabou sendo o campeão daquele torneio.

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d’O Globo:

Em uma ação conjunta das polícias dos Estados Unidos e da Suíça, sete dirigentes da Fifa foram presos nesta quarta-feira em um hotel em Zurique. Oito pessoas ainda foram indiciadas por corrupção. Os dirigentes estavam reunidos para a eleição para a presidência da entidade que pode dar a Joseph Blatter um quinto mandato. Segundo a rede BBC, entre os presos estão o brasileiro José Maria Marin, membro do comitê da Fifa; Jeffrey Webb, das Ilhas Cayman, chefe da confederação da Concacaf; o uruguaio Eugenio Figueredo, ex-presidente da Conmebol e vice-presidente da Fifa; Jack Warner, de Trinidad e Tobago, ex-vice-presidente da Fifa e ex-presidente da Concacaf; e Eduardo Li, presidente da Federação da Costa Rica, Costas Takkas, ex-secretário-geral da Federação de Futebol das Ilhas Cayman, Julio Rocha, presidente da Federação de Futebol da Nicarágua, e Rafael Esquivel, presidente da Federação Venezuelana de Futebol.