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Claudio Humberto, Diário do Poder

Os que hoje atacam o juiz Sérgio Moro e o ministro Gilmar Mendes, por decisões contrárias aos interesses do governo e do PT, na gatunagem investigada pela Lava Jato, foram os mesmos que há quase dois anos, em junho de 2014, divulgaram manifesto denunciando “arbitrariedades” do ministro Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal, por manter na Papuda os ladrões transitados em julgado do mensalão.

O manifesto era contra o regime fechado do chefe da quadrilha, José Dirceu, e de José Genoino e Delúbio Soares, cúmplices no esquema. O documento exigindo que o STF pegasse leve com aqueles corruptos era firmado por “juristas”, “intelectuais”, artistas e integrantes do MST. Os defensores da ladroagem no PT acusaram Joaquim Barbosa de levar “caos ao sistema prisional” e “angústia e desespero” aos ladrões. Como hoje fazem, tentando intimidar a Justiça e blindar o “inimputável” Lula, em 2014 citaram “afronta ao Estado de Direito”, Corte de Haia etc.

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O Globo

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) pareceres favoráveis à concessão do indulto a oito condenados no processo do mensalão. Estão na lista o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares; o ex-diretor do Banco Rural Vinícius Samarane; o advogado Rogério Tolentino; os ex-deputados João Paulo Cunha (PT-SP), Pedro Henry (PP-MT), Romeu Queiroz (PMB-MG), Valdemar Costa Neto (PR-SP) e Bispo Rodrigues (PR-RJ). Caberá ao relator do caso, ministro Luís Roberto Barroso, decidir se eles serão ou não beneficiados. Em caso positivo, o grupo será perdoado definitivamente pelos crimes que cometeram no esquema que vigorou durante o governo Lula.

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O deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR) disse nesta sexta-feira, 9, que a extradição do ex-diretor do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato, condenado no processo do mensalão, é resultados dos trabalhos desenvolvidos na CPI do Mensalão. “É só voltar atrás e perceber o quanto brigamos para mostrar que o dinheiro que estava sendo surrupiado do Banco do Brasil era do povo brasileiro. Graças aos esforços da CPI do Mensalão, conseguimos revelar o esquema de corrupção e terminar com uma verdade transparente que fez a justa condenação do Pizzolato e de tantos outros”, disse Serraglio em conversa com a imprensa.

Serraglio disse também que a extradição do Pizzolato mostra para o país que não há ninguém acima da lei. “Me sinto orgulhoso, porque finalmente começamos a mostrar ao país que não existe ninguém acima da lei. Nós prendemos gente importante como o José Dirceu (PT), o ex-presidente da Câmara dos Deputados, João Paulo Cunha (PT) e um rol de pessoas que se achavam inatingíveis”, disse.

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Gorou a tentativa de advogados de empreiteiros e políticos que pretendiam anular a delação premiada do doleiro Alberto Youssef e, por consequencia, toda a Operação Lava Jato. O juiz Sérgio Moro viu sua decisão de validar os depoimentos de Youssef confirmada por unanimidade no Supremo Tribunal Federal. Fica evidente que Sérgio Moro não está sozinho e tem apoio no STF para levar em frente as novas investigações. Políticos vão berrar feito cabrito desmamado. A senadora Gleisi Hoffmann se diz injustiçada e impedida de se defender. Requião critica o Paladino da Justiça, apontando o dedo para Moro. Balela. Não há como recuar depois de tudo que a Lava Jato expôs.

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da Folhapress

A presidente Dilma Rousseff suspendeu a nomeação do ex-ministro Paulo Bernardo para a direção-geral brasileira de Itaipu Binacional. Segundo assessores presidenciais, a nomeação estava pronta na Casa Civil desde a semana passada, mas Dilma mandou segurar a indicação após o ex-ministro aparecer citado na Operação Lava Jato em um esquema de corrupção investigado no Ministério do Planejamento.

Auxiliares de Dilma já comunicaram ministros e dirigentes petistas sobre a decisão. A presidente quer esperar os desdobramentos das investigações da Lava Jato antes de confirmar o petista à frente de Itaipu.

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Por Aldo Fornazieri

O risco imediato do impeachment foi afastado, embora a inoperância do governo e a ação de alguns conspiradores – notadamente Aécio Neves e Gilmar Mendes – sempre ameacem recolocá-lo na ordem do dia. Não foram as raquíticas manifestações da última quinta-feira que barraram o impeachment, mas a constatação, por parte de setores da elite e setores da oposição, de que seu custo político, econômico e social seria alto demais e de que o país poderia mergulhar num cenário de conseqüências imprevisíveis. Assim, foram as notas das Federações de indústrias, o editorial de O Globo, as manifestações de presidentes dos grandes bancos nacionais pedindo estabilidade, que barraram, ao menos temporariamente, o agravamento da crise política. Lula e o governo negociaram pelo alto, procuraram Sarney e outros setores, para construir um arranjo de concessões e garantias. Mesmo assim, a situação está tão frágil e existem tantos fios desencapados que a lerdeza do governo ou uma fagulha política qualquer podem precipitar o incêndio.

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O ex-presidente Lula tenta convencer o ex-ministro José Dirceu, preso na Operação Lava-Jato, a se desfiliar do PT, para tentar diminuir o desgaste do partido e do governo por eventual condenação do petista pela corrupção na Petrobras. Apesar do mal-estar no PT com as acusações de enriquecimento pessoal, Dirceu ainda tem força no partido que ajudou a fundar. O temor de dirigentes petistas é que eventual processo de expulsão de Dirceu seja rejeitado pela Comissão de Ética ou pelo Diretório Nacional, aumentando o desgaste da legenda. As informações são d’O Globo.

“Se o Zé gosta tanto do PT, por que não ajuda e se desfilia?”, disse um petista próximo a Lula.