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O Globo

A nomeação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como superministro do governo, que já era considerada certa pelo PT e pela própria presidente Dilma Rousseff, ficou em suspenso nesta terça-feira, com o impacto da delação do senador Delcídio Amaral (sem partido-MS), incriminando o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, numa tentativa de obstruir a Justiça. A delação do ex-líder do governo no Senado criou um clima de confusão que voltou a paralisar o dia a dia do governo. Lula chegou nesta terça-feira à tarde em Brasília e, em seguida, começou uma reunião com Dilma por volta de 19h no Palácio da Alvorada, onde foram discutidos ajustes de sua participação no governo, e até onde ele poderia ir na sua pretendida guinada na economia. Lula só deixou o Alvorada às 23h30, após quatro horas e meia de reunião.

da Folha de S. Paulo

Gravado em conversas em que supostamente tenta evitar a delação do senador Delcídio do Amaral (PT-MS), o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, disse nesta terça-feira (15) que as suas falas foram deturpadas. Ele também tentou eximir a presidente Dilma Rousseff de qualquer responsabilidade no episódio.

“A responsabilidade é só minha, a iniciativa foi minha”, disse Mercadante, numa referência à reunião que fez com um assessor de Delcídio e que acabou integrando a delação do petista.

O ministro disse que ofereceu ajuda a Delcídio por questão de “solidariedade pessoal”, uma vez que as filhas do senador estavam sofrendo ataques na internet.

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VEJA

O senador Delcídio do Amaral cumpria uma jornada dupla quando era líder do governo. Em público, presidia a poderosa Comissão de Assuntos Econômicos do Senado e negociava a aprovação das medidas de ajuste fiscal consideradas prioritárias pela presidente Dilma. Nos bastidores, era peça-chave na estratégia destinada a impedir que a Operação Lava-Jato descobrisse a cadeia de comando do petrolão. Longe dos holofotes, Delcídio atuava como bombeiro. Conversava com empreiteiros, funcionários da Petrobras e políticos acusados de participar do esquema de corrupção, anotava suas demandas e informações de bastidor e, depois, relatava-as em detalhes a Dilma e a Lula. Sua missão era antever dificuldades e propor soluções. Foi ele quem alertou a presidente de que a Odebrecht tinha pagado no exterior ao marqueteiro João Santana por serviços prestados a campanhas presidenciais do PT. Foi ele quem falou para Lula que petistas estrelados estavam reclamando de abandono e falta de solidariedade. Aos dois chefes, Delcídio fazia o mesmo diagnóstico: “Enterramos nossos cadáveres em cova rasa. É um erro. Precisamos enterrá-los com dignidade”.

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Apontado como um superministro que teria pretensões presidenciais daqui a quatro anos, o ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, fez questão de afastar essa hipótese logo na largada do segundo governo Dilma; “Ele é o meu candidato, sempre foi. Não tem essa discussão no PT. Quem está no coração da militância do PT é Lula. Eu não tenho essa pretensão e não está no meu horizonte”, disse ele. E continuou: “Já estou chegando numa fase da vida em que dediquei tudo que podia para fazer o melhor pela vida pública e para o país”. Ora, pois, todo petista sabe que a definição precoce do candidato atormenta a oposição e reduz o risco de fogo amigo dentro do PT.

De Leandro Mazzini, Coluna da Esplanada, UOL:

A reforma ministerial começou na segunda-feira. Antes de viajar para a Cúpula do G-20 na Austrália, a presidente Dilma teve uma ríspida conversa com o ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da Presidência, e o demitiu, por críticas a ela numa entrevista no domingo.

Na terça os ministros começaram então a entregar as cartas de demissão pedidas pelo chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante. De acordo com uma fonte palaciana, a tendência da presidente é manter apenas Mercadante e o ministro da Saúde, Arthur Chioro.

Do Painel, Folha de S. Paulo:

Marta Suplicy reassume hoje o mandato no Senado. A aliados, a ex-ministra da Cultura disse que aguardaria só a publicação de sua exoneração no Diário Oficial para retomar a cadeira. Nessas conversas, Marta atribuiu a saída antecipada a Aloizio Mercadante (Casa Civil), que mandou assessores cobrarem dos ministros as cartas de demissão. Como a sua já estava escrita e tinha sido, inclusive, levada nos dois encontros com Dilma Rousseff, Marta não viu por que adiar mais a decisão.

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De Leandro Mazzini, Coluna Esplanada:

Mais longevo ministro da gestão PT no governo, Guido Mantega, da Fazenda, está com os dias contados. Pressionada pelo mercado financeiro e com a política econômica criticada por vários setores, a presidente Dilma Rousseff decidiu trocar o ministro se for reeleita – e fez chegar esse recado até aos financiadores da campanha. O artífice da mudança é o chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, que já procura potencial substituto de consenso na praça.