Tag

metrô

Browsing

alan canell -2

do Aroldo Murá

Natural da Ilha de Man, na Irlanda, Alan Cannell é engenheiro civil formado na Universidade de Londres e tem mestrado na área de transportes pela Universidade de Leeds. Radicado no Brasil desde 1972, Alan se mudou para Curitiba dois anos depois, vindo do Rio de Janeiro, quando começou a trabalhar no IPPUC em uma nova proposta de sistema de trânsito: o hoje conhecido e exportado BRT (Bus Rapid Transit).

Dentro do primeiro governo de Jaime Lerner na prefeitura, fez parte da equipe que negociou os empréstimos iniciais com o Banco Mundial e do Governo Federal para a viabilização do sistema BRT. Em 1976, Alan se tornou chefe do Controle de Tráfego, cargo que ocupou durante os dez anos em que o sistema BRT foi desenvolvido e expandido na capital paranaense.

fruet e dilma2

O governo Dilma avalia incluir no seu novo pacote de concessões grandes obras de mobilidade urbana, privatizando projetos de metrô há mais de 20 anos prometidos para grandes capitais, mas nunca realizados. Os trens de Porto Alegre e Belo Horizonte devem ser os principais desse adendo ao programa de logística, que já prevê investimentos em rodovias, ferrovias, aeroportos e portos. A previsão é que o valor movimentado ficará entre R$ 110 bilhões e R$ 130 bilhões nos próximos anos.

Já anunciado por três vezes pela presidente Dilma e sem obras sequer iniciadas, o metrô de Curitiba não deve fazer parte das concessões. A obra se junta assim ao Aeroporto Afonso Pena, também na região da capital paranaense, que era tido como um dos que poderiam ser repassados à iniciativa privada para melhorar a eficiência mas que na última hora ficou de fora.

aécio - metro - curitiba

“Candidata, nos últimos debates, a senhora tem falado muito das obras em mobilidade. E vou falar mais uma vez ao telespectador, ao ouvinte, que as rádios também transmitem, a Jovem Pan também transmite esse nosso debate, muito certamente preso no trânsito das nossas grandes cidades, e a senhora fala números mirabolantes, extremamente impressionantes quando diz respeito a obras de mobilidade. A questão é que eu tenho viajado pelo Brasil, como a senhora tem viajado pelo Brasil. E eu fico me perguntando quando vou à sua cidade, quando vou à Porto Alegre, por exemplo, onde é que está o metrô anunciado no seu programa de governo? Quando vou à minha Belo Horizonte, onde está o metrô que aparece lá como obra do seu governo? Quando vou, por exemplo, a Cuiabá, quando vamos a Curitiba, onde estão essas obras, candidata? Na verdade a senhora tem um conjunto de boas intenções que a ineficiência do governo lamentavelmente não permitiu que ainda saíssem do papel, mas eu vou fazer isso, com planejamento e com eficiência, transformar promessas em obras, candidata”

de Aécio Neves (PSDB) ao pergunta para Dilma Rousseff (PT) sobre as obras de mobilidade no país.

De Fernanda Trisotto, Gazeta do Povo:

Dez meses passaram desde que o governo federal anunciou os aportes financeiros para o projeto do metrô de Curitiba, orçado em R$ 4,6 bilhões e que ainda não saiu do papel. A licitação, que seria realizada em agosto, foi suspensa pelo Tribunal de Contas (TCE-PR), que questionou a modelagem de Parceria Público-Privada (PPP) adotada, e não há previsão de quando a concorrência será retomada. Só nesses dez meses, considerando a inflação do período, a obra já precisaria de mais R$ 255 milhões para ser executada. A média de R$ 25,5 milhões por mês pode cair, se a inflação seguir em queda. Caso contrário, até um hipotético início de obras no segundo semestre de 2015, seriam quase R$ 500 milhões de verba desvalorizada.

Entre as irregularidades, técnicos do tribunal apontaram falta de detalhamento do objetivo da Parceria Público Privada (PPP) no edital do certame.

De Luan Galani, Gazeta do Povo:

A licitação do metrô de Curitiba foi suspensa nesta sexta-feira (22) pelo Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR), por decisão do conselheiro Ivan Bonilha. A concorrência internacional permanecerá suspensa até a análise do Pleno do TCE-PR. De acordo com parecer técnico da Diretoria de Fiscalização de Obras Públicas do tribunal, existem diversas irregularidades no edital do certame, estimado em mais de R$ 18,2 bilhões.

As maiores falhas, segundo a o parecer do TCE-PR, seriam ausência de detalhamento suficiente do objetivo da Parceria Público Privada, falta de pesquisa de origem-destino e expedição das diretrizes para o licenciamento ambiental do empreendimento por órgão sem competência legal.

Nos argumentos utilizados para solicitar a medida, Bonilha destacou que “tratando-se de uma contratação pública estimada em R$ 18,2 bilhões, a administração pública contratante deve, com mais razão, delimitar com precisão aquilo que pretende contratar, seja em razão da eficiência.” O documento usa como argumento também que o edital estima “que o contrato se estenderá por 35 anos e com contraprestação pecuniária do parceiro público”.

Relatório do Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR), concluído em julho de 2011, apontou quatro falhas no projeto Linha Azul – Sistema de Metrô de Curitiba (Santa Cândida – CIC Sul). Elaborado por Comissão de Auditoria especialmente nomeada para fiscalizar o empreendimento, o estudo foi entregue em novembro do ano passado ao prefeito então recém-eleito, Gustavo Fruet.

Na época, Fruet organizava, juntamente com o prefeito Luciano Ducci, a transição administrativa na cidade. Além do relatório sobre o metrô, ele recebeu os levantamentos do TCE sobre as obras da Copa do Mundo. No último dia 7, o atual chefe do Executivo da Capital determinou a suspensão do processo de implantação do metrô em Curitiba. Edital para empresas interessadas em apresentar novos estudos sobre a modalidade de transporte foi publicado pela Prefeitura Municipal na última terça-feira (14).