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Do Lauro Jardim:

A reforma ministerial vai se definindo, ao menos na seara petista (o PMDB, claro, ainda está sujeito a chuvas e trovoadas). Miguel Rossetto vai mesmo para a Secretaria-Geral da Presidência, e Ricardo Berzoini permanece à frente da Secretaria de Relações Institucionais.

Sobre Aloizio Mercadante nunca se teve dúvida de que não sairia da Casa Civil, e a equipe econômica já está até anunciada.

Mas e Jaques Wagner? Dilma Rousseff teve anteontem uma reunião com Wagner. Deu a ele algumas opções – Comunicações é a possibilidade mais forte. E a resposta será dada no início da semana que vem.

Quanto ao Ministério dos Esportes continuará nas mãos do PCdoB. E, salvo um terremoto, sob o comando de Aldo Rebelo.

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Joaquim Levy não fez exigências radicais, nem apresentou condições para assumir o Ministério da Fazenda. Contudo, ouviu de Dilma, num momento de bom humor: “Eu não vou ficar metendo o bedelho toda hora, não”. Às vésperas de nova reunião do Copom, quando a taxa de juros básica (Selic) deverá ganhar novo aumento, Levy e Nelson Barbosa, que será empossado no Planejamento, já trabalham em novos gabinetes do Planalto, próximos de Dilma.

Sabem que não terão uma vida tranquila. Dilma não apenas “mete o bedelho em tudo”, como discute minúcias e deverá ter a seu lado, como assessor especial, Arno Augustin, ainda no Tesouro Nacional. Só que, nessa largada, a Chefe do Governo aparenta estar disposta a praticar o que eles defendem.

Quem aprendeu a conhecer Dilma e a trabalhar com ela, sabe que carta branca na área econômica é alguma coisa que jamais dará a ministro algum. Ela se considera a economista-chefe do governo. Muitos apostam que a presidente irá colocando seus pontos de vista aos poucos. Nelson Barbosa tem uma boa relação com ela, Levy é rígido, embora cordial. De um jeito ou de outro, para eles haverá sempre a opção de cair fora. Para ela, essa opção não existe.

Do Globo:

O novo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, já apresentou as diretrizes da política econômica da presidente Dilma Rousseff a partir de 2015. Segundo ele, o governo vai fixar metas de superávit primário (economia para o pagamento de juros da dívida pública) para os próximos 3 anos.

Segundo ele, em 2015, a equipe econômica vai trabalhar com uma meta fiscal de 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB, soma de bens e serviços produzidos no país), que é menor que o percentual mínimo fixado na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2015, de 2%.

Foto: Sérgio Lima – Folhapress
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De acordo com informações da edição de hoje da Folha de S. Paulo, Ricardo Berzoini, atual ministro das Relações Institucionais, é o preferido da direção petista para substituir Paulo Bernardo no comando do Ministério das Comunicações. Para o PT, Berzoini seria o nome ideal para comandar a regulamentação da mídia.

Do Painel, Folha de S. Paulo:

A cúpula do PT agiu no fim de semana para tentar acalmar a militância com a indicação de Kátia Abreu para a Agricultura. O argumento é que a senadora fez gestos de boa vontade em direção à agricultura familiar.

Reserva…
Setores do partido querem, no entanto, que Dilma escale junto com a peemedebista os titulares (petistas) do Meio Ambiente e do Desenvolvimento Agrário.

‌… ecológica
Isso, além da esperada ida de Miguel Rossetto para a Secretaria-Geral da Presidência, formaria um “antídoto” à presença da ruralista no governo.

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Do Painel, Folha de S. Paulo:

A proximidade de Joaquim Levy com Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central sob Fernando Henrique Cardos —e anunciado por Aécio Neves (PSDB) para a Fazenda caso fosse eleito—, é o principal trunfo do grupo do governo e do PT que quer reverter a ida do executivo para o lugar de Guido Mantega. Aliados de Aloizio Mercadante (Casa Civil), que prefere Alexandre Tombini no comando da economia, passaram a compilar artigos de Levy contra a política econômica.