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Para atender a apelos pelo enxugamento da máquina e redução de gastos públicos, a presidente Dilma Rousseff decidiu dar aval a um corte no número de ministérios – atualmente são 38 ministros. Em março, Dilma encomendou um estudo sobre a redução de pastas. Desde então, a discussão ganhou corpo no Planalto que pretende poupar do novo desenho os ministérios da área social, ligados a movimentos identificados com o PT. As informações são do Estadão.

Pesca e Aquicultura e Gabinete de Segurança Institucional, além das secretarias de Assuntos Estratégicos, Portos e da Micro e Pequena Empresa, podem ser extintos ou fundidos com outras pastas, segundo integrantes do governo. Por outro lado, as secretarias de Igualdade Racial, Mulheres e Direitos Humanos serão preservadas para não contrariar a militância de movimentos sociais que ainda apoiam o governo. O novo organograma ainda está em discussão.

do Painel, Folha de S. Paulo:

Ao tentar agradar ao PMDB da Câmara e do Senado na mudança ministerial, Dilma Rousseff pode ficar sem nenhuma das alas do partido. Ela sustou a ida de Henrique Eduardo Alves para o Turismo, que havia sido confirmada aos deputados, para não melindrar Renan Calheiros. Agora, ensaia nomear o ex-presidente da Câmara para a Aviação Civil, caso Eliseu Padilha assuma a coordenação política. Os deputados reagem: a conta de 4 pastas para o Senado e 2 para a Câmara não fecha.

Estadão Conteúdo:

Conformado com a perda de espaço no ministério do segundo governo Dilma Rousseff, o PT prepara um avanço sobre os cargos de confiança do governo federal nos Estados e em grandes municípios como forma de reverter pelo menos em parte o prejuízo. A ideia é fazer uma espécie de “recall” dos cerca de 15 mil postos federais fora de Brasília, identificando indicações politicamente obsoletas e ocupando os espaços. “Estamos fazendo um mapa dos cargos federais nos Estados para saber quem é quem, quem indicou, qual a avaliação que a gente tem disso, e fazer uma proposta (de nomes à presidente)”, disse o presidente nacional do PT, Rui Falcão.

Do Noblat:

Está aí uma briga boa de ver – a de Dilma contra ela mesma.

A de Dilma abusada, centralizadora, que trata mal seus subordinados e não confia em ninguém a não ser nela mesma, contra a nova Dilma que o PT e seus aliados torcem para que governe o país daqui para frente.

A nova Dilma seria o oposto da Dilma atual.

A Dilma tal qual a conhecemos teima em não sair de cena.

Em vão, Lula tentou emplacar Henrique Meirelles, ex-presidente do Banco Central durante seu governo, no Ministério da Fazenda. Quando viu que não conseguiria mandou espalhar que Meirelles não era seu candidato ao posto.

Em vão, Lula sugeriu a Dilma o nome de Luiz Carlos Trabuco, presidente do Bradesco.

De Cristiana Lôbo, G1:

Marta Suplicy, que formalizou seu pedido de demissão do cargo de ministra da Cultura, pode não ser a única a entregar o cargo. Outros ministros, estimulados pela Casa Civil a colocar o cargo à disposição, começam a fazer o mesmo. São aqueles que, como Marta, já sabem que não vão permanecer na equipe do segundo mandato de Dilma Rousseff.

Por Claudia Safatle, Valor Econômico:

Em um desenho preliminar do novo governo, pelo menos 12 ministros poderão permanecer no segundo mandato, não necessariamente nos mesmos cargos. Para a Fazenda, entre os nomes já cogitados, o que mais se adapta ao perfil da presidente Dilma Rousseff é o de Nelson Barbosa, ex-secretário-executivo da pasta. “Ele já a conhece e sabe em que pontos ela é turrona; e ela também já o conhece e sabe no que ele é turrão. Mas ambos têm uma relação de confiança e isso é fundamental”, apurou o Valor.

Aloizio Mercadante não deve ir para a Fazenda e uma das razões é que não conta com a simpatia de Lula. Alexandre Tombini, até o momento, fica no Banco Central, mas a diretoria deve ser mudada. Entre os ministros que continuam estão Luiz Alberto Figueiredo, do Itamaraty; Mercadante, da Casa Civil; Miriam Belchior, do Planejamento (em outra pasta); e Tereza Campello, do Desenvolvimento Social.