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O vice-almirante Othon Luiz Pinheiro, ex-presidente da Eletronuclear, foi indiciado pela PF por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Em relatório de 30 páginas, a PF disse que “há evidências” de que as empresas do consórcio que estavam construindo Angra 3 “fizeram um ajuste”, ou seja, combinaram o resultado da licitação. Othon é suspeito de embolsar até R$ 30 milhões em propinas.

Além de Othon, também foi indiciada sua filha Ana Cristina Toniolo, e Flavio Barra, presidente da Andrade Gutierrez Energia, além de cinco intermediários.

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Na quinta-feira 30 a Operação Lava Jato completou 500 dias de existência – e a cada etapa de seu cumprimento vem se consolidando como a maior ação contra a corrupção já realizada no País. Se lembrarmos que há 500 dias ela deu seu primeiro passo quando a PF invadiu com ordem judicial um posto de gasolina em Brasília no qual se “lavava” dinheiro (vem daí o nome da operação), é difícil imaginar que a Lava Jato chegaria onde chegou. Deve o pódio anticorrupção ao trabalho da PF de Curitiba, à força-tarefa do Ministério Público Federal e ao corajoso juiz federal Sérgio Moro. A revista IstoÉ lembra que, em números, nesses 500 dias, a Lava Jato se traduz em:

R$ 2,4 bilhões bloqueados pela Justiça
R$ 870 milhões já recuperados
48 prisões preventivas decretadas
46 prisões temporárias efetivadas
53 mandados de busca e apreensão cumpridos
138 envolvidos denunciados
30 réus condenados

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da Gazeta do Povo:

O juiz federal Sergio Moro, que conduz as ações penais da Operação Lava Jato, determinou nesta sexta-feira, 17, a suspensão do inquérito que investiga o bilhete apreendido com o presidente da Odebrecht, Marcelo Bahia Odebrecht, preso desde 19 de junho. O manuscrito foi copiado por um agente da Custódia da Polícia Federal na manhã de 22 de junho.

Os investigadores suspeitam que o empresário teria tentado orientar seus advogados a ocultar provas, ao escrever ‘destruir e-mail sondas’. Os advogados da Odebrecht afirmam que se tratava apenas de uma orientação para ‘rebater’ o conteúdo do e-mail.

Segundo a OAB/PR, o original do bilhete apreendido transmitido pelo empreiteiro a seus advogados estaria sob sua custódia. Para a entidade, a apreensão violaria o sigilo profissional.

A defesa de José Dirceu (PT) apresentou nova petição ao juiz Sergio Moro para tentar evitar eventual prisão do ex-ministro na Operação Lava Jato. A decisão foi tomada após o ex-executivo da Toyo Setal Julio Camargo afirmar, em depoimento à Justiça Federal, que entregou R$ 4 milhões em dinheiro vivo ao petista, com aval do ex-diretor da Petrobras Renato Duque. As informações são d’O Globo.

O pagamento foi feito por meio do lobista Milton Pascowitch, também delator, e do advogado Luiz Eduardo de Oliveira e Silva, irmão de Dirceu. Camargo colabora com as investigações desde 2014, mas falou no caso pela primeira vez. No documento, o advogado de Dirceu, Roberto Podval, cita notícias sobre uma iminente prisão do petista.

Os advogados já haviam entrado com pedido de habeas corpus para evitar eventual prisão de Dirceu. O pedido foi negado, mas a defesa recorreu. O ex-ministro nega ter recebido propina e diz não ter relação com Duque.

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O ex-deputado André Vargas (ex-PT) não deve aparecer entre os investigados no STF. Como teve o mandato cassado em dezembro e perdeu o direito a foro privilegiado, o inquérito da Lava Jato que cita seu envolvimento no esquema voltou à 13ª Vara Federal de Curitiba, aos cuidados do juiz Sérgio Moro. Com informações da Gazeta do Povo.

O juiz deu prazo de 15 dias para o Ministério Público Federal se manifestar sobre a denúncia contra o ex-deputado. Moro quer saber do MPF se são necessárias mais investigações ou se existem elementos para apresentar a denúncia contra o ex-petista.

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Da Folha “Quanto aos crimes de colarinho branco, o custo e o desgaste não valem o resultado. Se prende-se, se solta. Se não prende, prescreve pelo tempo entre eventual condenação e início da execução da pena.”

Não parece, mas a constatação é de Sergio Moro, 42, juiz federal que, neste mês, mandou prender altos executivos das maiores empreiteiras do país na Operação Lava Jato, que apura esquema de desvio e lavagem de dinheiro envolvendo a Petrobras.

Escrita em 30 de março de 2009, a frase é parte de um e-mail dele a amigos dizendo que desistira de julgar crimes de colarinho branco. “O melhor é investigar e abrir processos somente em relação ao tráfico de drogas e lavagem dela decorrente, para os quais o sistema ainda é eficiente.”

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Para o juiz, os políticos, por terem foro privilegiado, estão sendo investigados pelo STF

O juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal do Paraná, disse ontem, em despacho no processo em que as principais empreiteiras do país são acusadas de fraudes na Petrobras, “ser fantasiosa a argumentação de que este Juízo estaria ocultando o nome de agentes políticos envolvidos nos crimes”, para preservar a sua competência no processo. Segundo Moro, os crimes cometidos por políticos são da alçada do STF qu já dispõe das provas para iniciar procedimento contra eles.

É que os advogados das empreiteiras solicitaram ao juiz acesso aos depoimentos de Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, e do doleiro Alberto Youssef, os dois que fizeram depoimentos em delação premiada, e o juiz acredita que o objetivo maior dos advogados das empreiteiras é tirar de sua esfera a investigação da Lava-Jato, remetendo o processo para o Supremo Tribunal Federal (STF), onde acreditam que teriam mais chances de proteger seus clientes.

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O ministro do STF Teori Zavascki encaminhou ao juiz Sergio Moro, que julga a Operação Lava Jato, questionamentos que o advogado Fabio Tofic Simantob apresentou à corte sobre políticos citados na investigação. Para o advogado, que defende Gerson Almada, vice-presidente da Engevix, a PF sabia desde setembro do ano passado que deputados mantinham relações com o doleiro Alberto Youssef, mas o juiz só reconheceu o fato após a operação ter sido deflagrada, em 17 de março deste ano. As informações são da Folha de S. Paulo.