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Operação Custo Brasil

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Alvo da Operação Custo Brasil, o ex-ministro Paulo Bernardo (Planejamento/Governo Lula) declarou à Polícia Federal em São Paulo nesta terça-feira, 19, que não recebeu propinas de R$ 7,1 milhões do esquema Consist.

A Consist é uma empresa de software que fez acordo com entidades contratadas pelo Planejamento na gestão de Paulo Bernardo, em 2010. Cabia à Consist gerenciar o dinheiro emprestado a milhões de servidores públicos. O esquema teria desviado R$ 100 milhões de empréstimos consignados entre 2010 e 2015 por meio da cobrança de taxas altas.

Questionado sobre anotações encontradas no escritório do advogado Guilherme Gonçalves, de Curitiba, que indicam supostos repasses de valores em seu favor, Paulo Bernardo negou ter sido beneficiário. Ele sugeriu que Gonçalves pode ter ficado com o dinheiro. As informações são do Estadão.

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Karlos Kohlbach

Apesar da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de soltura de Paulo Bernardo, o ex-ministro de Lula e Dilma Rousseff (PT) segue na alça de mira da Polícia Federal e dos procuradores do Ministério Público Federal (MPF).

Uma fonte contou ao Blog que a documentação apreendida na ação policial, assim como os extratos telefônicos, está em fase final de análise. “Os resultados dos achados deve ensejar uma nova operação da PF”, diz a fonte.

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Para a Polícia Federal, mensagens pelo celular de 30 de agosto de 2014 e 3 de setembro de 2014 parecem sugerir que ex-ministro dos governos Lula e Dilma estaria questionando Otávio Azevedo, da Andrade Gutierrez, ‘de forma velada acerca de depósito’

Relatório da Polícia Federal, na Operação Lava Jato, destaca mensagens trocadas, em 2014, entre o então presidente da Andrade Gutierrez Otávio Marques de Azevedo, e Paulo Bernardo, que na ocasião ocupava a cadeira de ministro das Comunicações do governo Dilma. As informações são de Julia Affonso, Mateus Coutinho, Ricardo Brandt e Fábio Serapião no Estadão.

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O Antagonista

A PF encontrou um elo entre a Focal, acusada de ter lavado dinheiro para a campanha de Dilma Rousseff, e um assessor de Paulo Bernardo, Zeno Minuzzo.

Um relatório da Custo Brasil, obtido pelo Estadão, “levanta suspeita sobre transações de remessa de materiais de campanha para Zeno Minuzzi, em 2014, e indica uma possível sonegação de informação sobre a prestação de serviço para as campanhas de Dilma e da senadora Gleisi Hoffmann”.

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A Receita Federal já identificou pelo menos 22 pessoas físicas que serão fiscalizadas por participarem do esquema de corrupção revelado pela Operação Custo Brasil, deflagrada em 23 de junho. De acordo com técnicos da inteligência do órgão, no entanto, o número de contribuintes deve subir com o avanço das investigações. O potencial das autuações chega a R$ 115 milhões. As informações são de Martha Beck n’O Globo.

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A tropa de choque da presidente afastada Dilma Rousseff reagiu nesta quinta-feira à ordem de prisão contra o ex-ministro Paulo Bernardo (PT), e afirmou que a detenção do petista, alvo da Operação Custo Brasil, tem por objetivo “constranger” a senadora e esposa de Bernardo, Gleisi Hoffmann (PT-PR). Gleisi estava em uma reunião do Parlasul, no Uruguai, quando soube da prisão do marido. Hoje, desfalcou a tropa de choque de Dilma na comissão processante do impeachment, no Senado, para ficar com os filhos, em Curitiba. O apartamento do casal na capital paranaense foi alvo de buscas da Custo Brasil na manhã de hoje. As informações são de Laryssa Borges na Veja.