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Chamou atenção dos advogados que trabalham no caso e dos deputados da base aliada na Assembleia Legislativa o fato do Gaeco só divulgar agora, passado mais de 12 meses, a delação do auditor fiscal Luiz Antônio de Souza do envolvimento do senador Roberto Requião (PMDB-PR) em esquemas de corrupção na Receita Estadual.

O depoimento de Souza foi prestado entre maio e junho de 2015 e só revelado agora quando o Gaeco encaminhou o caso a Procuradoria Geral da Justiça – órgão que comanda o Ministério Público Estadual. Para a imprensa, o Gaeco justificou que só “subiu” o depoimento agora por conta da grande quantidade de informações apuradas nas investigações. E disse que o depoimento foi mantido em separado por envolver um senador da República, que tem foro privilegiado – por isso não poderia ser investigado em Londrina.

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Há duas semanas, o Gaeco encaminhou à Procuradoria Geral de Justiça trecho da delação do auditor fiscal Luiz Antônio de Souza, no âmbito da Operação Publicano, que atribui ao ex-governador e senador da República Roberto Requião (PMDB) envolvimento em esquemas na Receita Estadual. Com informações da Gazeta do Povo.

Em depoimento, o auditor fiscal afirma que quem “quisesse resolver problema na Receita tinha que falar com o Heron Arzua”, que foi secretário da Fazenda no governo Requião, entre 2003 e 2010. “O escritório (de advocacia) dele que resolvia sobre qualquer coisa. Ele tinha um escritório, filho, filha ou parente dele”, declarou o Luiz Antônio. Segundo ele, Arzua e Requião seriam sócios nesse escritório.

Do blog Baixo Clero de Fábio Silveira

Além do argumento de que o réu deveria ser investigado pelo Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) por conta da citação de pessoas com direito a foro privilegiado, a defesa do auditor fiscal José Luiz Favoreto abriu outra frente de batalha contra a Operação Publicano. O advogado Walter Bittar entrou com um pedido de habeas corpus junto ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) na terça-feira, questionando a designação de Juliano Nanuncio, da 3ª Vara Criminal de Londrina, como juiz exclusivo para as ações penais da Operação Publicano. No HC, Bittar aponta o presidente do TJ-PR, Paulo Vasconcelos, como autoridade coatora – ou seja, ele está atacando a decisão de Vasconcelos.

do Bem Paraná:

O juiz Juliano Nanuncio, da 3ª Vara Criminal de Londrina (Norte do Estado) acatou denúncia do Ministério Público contra 125 pessoas acusadas de envolvimento em um esquema de corrupção na Receita Estadual, investigado na segunda fase da Operação Publicano. A operação apura suposto esquema no qual auditores fiscais do Estado cobravam propina para perdoar ou anistiar dívidas de empresas com o fisco paranaense. Além de auditores, foram denunciados contadores, advogados e empresários, pelos crimes de corrupção ativa e passiva, organização criminosa, tráfico de influência e concussão.

da Gazeta do Povo:

O Gaeco deflagrou, na manhã desta quarta-feira (10), a segunda fase da Operação Publicano, que investiga uma suposta organização criminosa formada por auditores fiscais, contadores e empresários para facilitar a sonegação fiscal mediante o pagamento de propina. Estão sendo cumpridos mais de 50 mandados de prisão em pelo 10 cidades paranaenses, entre elas Curitiba, Londrina, Arapongas e Apucarana.

A ação de hoje centrou fogo na cúpula da Receita Estadual, no que o Gaeco considera o “núcleo político” do esquema criminoso. Apesar de os nomes ainda não terem sido divulgados, a Gazeta do Povo conseguiu apurar que altos dirigentes da Receita tiveram mandado de prisão decretada.