Tag

pac

Browsing

pepericha 1 José Richa Filho:

O governo federal lançou nesta semana mais um pacote de intenções na área de infraestrutura. São R$ 198 bilhões prometidos para os modais rodoviário, ferroviário, portuário e aeroportuário. No entanto, a realidade mostra que de concreto há apenas R$ 69 bilhões, ficando R$ 130 bilhões para depois de 2018.

Ao Paraná, a União e as lideranças ligadas ao governo alardeiam R$ 11,1 bilhões de aporte. Mas basta olhar as apresentações divulgadas pelo Ministério do Planejamento e ver que a conta é menor. No setor rodoviário, o governo federal diz ter R$ 7,9 bilhões que serão aplicados em Santa Catarina e no Paraná. No entanto, a realidade é outra e os paranaenses sairão perdendo.

Deste montante, ficaremos apenas com R$ 900 milhões, correspondente a concessão de 250 quilômetros em União da Vitória e menos de 150 quilômetros nas BR-116 e BR-376, que ganharão terceiras faixas. Os outros R$ 7 bilhões serão aplicados em duplicações e melhorias de 2 mil quilômetros em Santa Catarina e em algumas ligações do Paraná com São Paulo. É um contrassenso, pois boa parte da produção agrícola e industrial das regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste do Brasil cruza as rodovias paranaenses.

Cortes no Orçamento vão afetar investimentos, projetos sociais e as Forças Armadas

d’O Globo:

Os cortes no Orçamento que o governo Dilma Rousseff anunciará amanhã devem ficar um pouco acima dos R$ 70 bilhões e atingirão praticamente todas as áreas do governo. Afetarão os investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o Minha Casa Minha Vida, despesas na área social e o custeio da máquina pública.

A equipe econômica trabalha na versão final do contingenciamento, mas algumas áreas já foram alertadas de que serão fortemente atingidas. No Ministério da Defesa, espera-se que a redução chegue a 40% das despesas de custeio e investimentos. Em relação ao Minha Casa, o maior corte deve ser na faixa 1, que financia imóveis a famílias com renda até R$ 1,6 mil, hoje totalmente subsidiadas com verba federal.

O Paraná começa 2015 com 38% das obras de infraestrutura em transporte previstas na segunda edição do PAC 2 ainda no papel, segundo a Gazeta do Povo. Do total de 29 empreendimentos no estado, 11 deles encontram-se em fases anteriores à contratação da obra. Ao todo, há seis em rodovias, duas em ferrovias e uma em aeroportos, portos e hidrovias que não começaram até dezembro de 2014, último ano de execução do programa. Algumas delas, inclusive, são herdadas do primeiro PAC, lançado em 2007 no governo Lula, como a construção da segunda ponte entre Brasil e Paraguai, em Foz do Iguaçu. A obra, que tem previsão de início para o primeiro semestre deste ano, está atualmente condicionada à emissão da licença prévia de acesso, feita pelo Ibama.

Do Painel, Folha de S. Paulo:

A nova equipe econômica de Dilma Rousseff vai reduzir o peso dos investimentos públicos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) nos projetos de infraestrutura do país. Nelson Barbosa assume o Planejamento com a tarefa de criar um ambiente mais favorável para o setor privado em suas concessões e parcerias. Auxiliares da presidente dizem que o governo será mais flexível na definição de taxas de retorno, com menos resistências à remuneração dos investidores.

Aliados de Dilma lembram que debates entre Arno Augustin, no Tesouro, e Gleisi Hoffmann, na Casa Civil, sobre o lucro do setor privado congelaram por meses projetos estratégicos de concessão do governo.

Apenas 20,7% das ações previstas no PAC para a área da saúde no Paraná foram concluídas desde 2011, ano de lançamento do programa. Os dados foram compilados pelo CFM (Conselho Federal de Medicina) a partir dos relatórios do Ministério do Planejamento. No Paraná, estava prevista a construção ou ampliação de 829 postos de saúde e de 28 UPAS. Dos primeiros, só 169 (20,3%) ficaram prontos e apenas duas UPAS foram abertas. As informações são do Thiago Machado do Metro Curitiba.