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do Fernando Tupan:

O pacote para o saneamento das finanças do Paraná tem recebido violentas críticas da senadora petista Gleisi Hoffmann. Dois pacotes com medidas mais graves do governo Dilma Rousseff, no entanto, são defendidas Gleisi em Brasília. É difícil acreditar em uma política que revela possuir dois pesos e duas medidas de uma forma tão evidente e descarada.

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À frente de uma grave crise financeira e alvo de greves e protestos, o governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), assumiu, em entrevista à Folha de S. Paulo, que gastou mais do que deveria, mas diz que foi por “coragem” de fazer as obras de que o Estado precisava. “O que interessa para a população são as obras. As dívidas, nós vamos administrando”, declarou.

O Paraná foi o Estado com o segundo maior deficit em 2014, atrás apenas do Rio. Após a reeleição, Richa atrasou o pagamento de férias, cortou funcionários da educação e aumentou impostos, além de propor cortar benefícios dos servidores. O governo deve R$ 1,5 bilhão a fornecedores. Acusado de má gestão, Richa nega descontrole e culpa o fraco desempenho econômico do país.

Veja a entrevista a seguir.

Foto: Daniel Castellano – Gazeta do Povo mauro ricardo costa - foto castellano

de Euclides Lucas Garcia, Gazeta do Povo:

Fontes do governo do Paraná e deputados da base aliada admitem que um dos principais erros do “pacotaço” enviado à Assembleia Legislativa foi ter misturado mais de uma dezena de assuntos complexos e totalmente distintos em apenas dois projetos de lei. E, um erro maior ainda, foi ter tentado aprová-los na base do tratoraço, em menos de uma semana de tramitação. O resultado foi que as medidas de uma maneira geral − mesmo as propostas positivas − receberam o carimbo de prejudiciais à população e ao funcionalismo público. O secretário da Fazenda, Mauro Ricardo Costa, porém, garante que todas elas são benéficas e já deram certo em outros estados e mesmo na União. “Não tem nenhuma jabuticaba paranaense [no ‘pacotaço’]”, afirmou.

A reportagem da Gazeta do Povo foi buscar esses precedentes e ver os prós e contras de cada um deles.

Leia na sequência.

fotocordão

Os deputados estaduais conseguiram entrar na Assembleia hoje com escolta policial forte. Vexame. Dentro de um camburão (foto abaixo) Eram 44 deputados dos 54. Mas não conseguiram realizar a sessão. A malta de manifestantes contra o pacote de medidas de austeridade do governo superou o bloqueio policial e impôs o fim da sessão recém iniciada.

Uma derrota abochornante para a democracia, para a Assembleia e para os deputados. Venceu a turba. Na marra. No cacete. À moda das squadras fascistas de Mussolini. A horda de manifestantes comandados pelo PT, MST, CUT e siglas dos nanicos da esquerda agora festejam a vitória, pois acreditam que vão manter intocados todos os privilégios. De progressões na carreira a pequenez de exigir vale-transporte mesmo quando não trabalham.

tv e - frente

Há tres lugares preparados para a realização da sessão de hoje da Assembleia Legislativa. O prédio da instituição continua ocupado por manifestantes. A Mesa Executiva considerou mais seguro e prudente realizar a sessão em outro lugar, o que é permitido pelo Regimento Interno da Casa. Além de um Centro de Convenções, o plenário do Tribunal de Contas e o Canal da Música foram preparados. A Polícia já isolou os lugares previstos.

Feita a sessão, aprovados todos os itens dos projetos de contenção do governo que os manifestantes chamam de pacotaço, dissolve-se a sessão e os deputados só voltarão aos trabalhos depois do carnaval. E ao Plenário da Casa depois que ele for reconstruido. As galerias passarão a ser separadas do plenário por vidros, para evitar invasões.