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A semana começou com a passagem de ônibus custando mais caro em Curitiba. Com a tarifa de R$3,70, foi confirmado pelo facebook o primeiro protesto com o nome “3,70, nem tenta”. A manifestação está marcada para acontecer nesta terça-feira, 2, às 18h na Boca Maldita, no centro de Curitiba. As informações são da CBN/Curitiba.

De acordo com a descrição do evento na página da rede social, o movimento “3,70, nem tenta” vai às ruas novamente “unificado com a Frente de Luta Pelo Transporte e o Tarifa Zero contra o aumento da tarifa do transporte público (que na verdade é privado) em Curitiba e também pelo rompimento imediato do contrato de licitação feito com as empresas de ônibus em 2011.”

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da Gazeta do Povo

Em meio à paralisação parcial dos ônibus de Curitiba e região metropolitana, na manhã desta terça-feira (1º.), o presidente da Urbs, Roberto Gregório da Silva Júnior, confirmou o que já estava previsto: que o impasse entre as empresas operadores do sistema, a Urbs e os trabalhadores deve sobrar para os passageiros. “A tarifa do transporte coletivo vai aumentar”, afirmou ele durante entrevista coletiva no Ministério Público do Trabalho (MPT), onde ocorre nesta terça mais uma audiência para tentar pôr um fim à greve.

O prefeito de Londrina, Alexandre Kireeff (PSD), decidiu ampliar o passe livre que já alcança os estudantes do ensino fundamental para os alunos de ensino médio de nível técnico, universitários, pós-graduandos e agentes de controle de endemias. Londrina é a segunda maior cidade do Estado e dá exemplo. O projeto de iniciativa do vereador Gustavo Richa (PHS) foi encampado por Kireeff e tramita na Câmara de Vereadores.

Em Curitiba, a maior cidade do Estado, a situação é bem diferente. O prefeito Gustavo Fruet (PDT) desintegrou o sistema com as cidades metropolitanas e mesmo assim não reduziu o preço da tarifa. Afirmava que custo da tarifa era maior porque Curitiba bancava a integração com a RMC. E o pior, além não atender o movimento dos estudantes, implantando o passe livre, pode aumentar a tarifa dos atuais R$ 3,30 para R$ 3,40 ou R$ 3,50.

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do Bem Paraná:

O vereador Bruno Pessuti (PSC) apresentou projeto na Câmara Municipal que prevê que as empresas de ônibus de Curitiba possam passar a ser remuneradas de acordo com os quilômetros rodados pelos ônibus, e não mais pelo número de passageiros transportados. A proposta permitiria a implantação da venda de bilhete por tempo de uso e não por viagem. Assim, como já acontece em outras cidades, o passageiro que comprasse esse tipo de bilhete poderia circular livremente pelo tempo estipulado pagando apenas uma passagem.

Veja, aqui, a reportagem completa sobre o projeto.

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A determinação do TCE para que a Urbs reveja 14 itens da planilha do transporte coletivo de Curitiba foi destaque ontem na sessão da Câmara de Vereadores de Curitiba. Na opinião do vereador Bruno Pessuti (PSC), a decisão confirma os resultados apurados pela CPI do Transporte Coletivo realizada entre junho e novembro de 2013. Pessuti foi o relator da comissão. Com informações do Bem Paraná.

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Durante muito tempo o curitibano escutou do prefeito Gustavo Fruet (PDT) uma pregação repetitiva. Dizia que não era possível baixar o custo da passagem dos ônibus da capital por causa da integração do sistema com municípios da região metropolitana de Curitiba. Essa integração, uma complexa e bem sucedida engenharia urbana, que permitia que moradores metropolitanos transitassem para a capital usando uma única passagem, seria prejudicial aos curitibanos.

A integração estaria obrigando a capital a bancar um subsídio para os municípios vizinhos o que encareceria o custo dessa passagem. Pois bem, Fruet tanto fez que provocou a desintegração do sistema, provocando prejuízos enormes e transtornos de toda ordem para centenas de milhares de usuários da RMC. Como contrapartida a esse desastre logístico, os curitibanos aguardavam ansiosamente uma substancial redução nas tarifas do transporte coletivo.

Nada disso aconteceu. Ao contrário, apesar de o Tribunal de Contas do Estado ter auditado o sistema e concluído que uma redução das tarifas é plenamente possível, Fruet anunciou ontem (quarta-feira, 1º de julho) que a passagem (de R$ 3,30) não vai baixar e, pior, pretende retirar a gratuidade que hoje beneficia, os funcionários dos Correios, os oficiais de Justiça e os policiais militares.

Foto: Henry Milleo/ Gazeta do Povo
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Balancetes das viações de Curitiba e região têm movimentação de R$ 55,6 milhões com empresas menores, ligadas às permissionárias; auditores dizem que valor pode ser maior.

de Raphael Marchiori, Gazeta do Povo:

Balanços financeiros das empresas de ônibus de Curitiba analisados por auditores das comissões da tarifa colocam em dúvida o real faturamento do setor. As comissões suspeitam que empresários estão utilizando empresas menores do mesmo grupo familiar para drenar os lucros. Os balancetes das viações de dezembro de 2010 a junho de 2013 têm movimentações com outras empresas da família Gulin que ultrapassam R$ 55 milhões. São empréstimos, aprisionamentos de recursos e depósitos judiciais. Para especialistas, essas transações só ocorrem por conta de uma brecha no edital.

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O prefeito de Curitiba Gustavo Fruet está conseguindo produzir feitos que vão lhe garantir um lugar na história de Curitiba. A má notícia é que esse lugar vai se situar na galeria dos maus e desastrados administradores. Com uma única tacada, Fruet jogou a passagem do transporte coletivo do 12º para 3º lugar entre as mais caras do Brasil. Curitiba só perde para Rio de Janeiro e São Paulo, cidades muito maiores e com sistema viário muito mais complexo.

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O deputado Luciano Ducci (PSB), ex-prefeito de Curitiba, criticou ontem o prefeito Gustavo Fruet (PDT) pelo aumento de 15,17% na tarifa de transporte coletivo na capital. Ducci lembrou que a nova tarifa, de R$ 3,30 para pagamento em dinheiro será a terceira maior do País e disse que essa é segunda vez em quatro meses que a tarifa de transporte é alterada, somando 22% de aumento. “Esse valor supera a inflação acumulada em dois anos, de 9,40% segundo índice do IGP-M da Fundação Getúlio Vargas”, apontou Ducci em seu primeiro pronunciamento na Câmara dos Deputados.

Depois de levar mas de mil manifestantes contra o aumento da tarifa do ônibus e com o anúncio da majoração hoje de R$ 2,85 para R$ 3,30, o coletivo “Tarifa Baixa ou Acaba/Curitiba Vai Parar” organiza uma nova passeata para esta quinta-feira, 5, às 19h, no Boca Maldita de Curitiba.

No protesto de ontem, os mil manifestantes saíram da Boca Maldita e seguiram até o Praça Santos Andrade. Durante o protesto houve a queima de um boneco do prefeito Gustavo Fruet (PDT) e uma “catracada” em um dos tubos do Centro.