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O STF marcou para o próximo dia 20 de setembro (uma terça-feira) o julgamento da denúncia contra a senadora Gleisi Hoffmann (PT) e o marido, o ex-ministro Paulo Bernardo (PT). Gleisi e Bernardo são acusados de receber R$ 1 milhão (R$ 2 milhões em valores corrigidos) em propina no esquema de desvio de recursos da Petrobras para a campanha ao Senado da petista em 2010.

Depois de retirar da pauta por causa do impeachment, o ministro Teori Zavascki decidiu liberar novamente para julgamento na 2ª Turma a denúncia contra Gleisi e Bernardo. E o ministro Gilmar Mendes vai colocar a denúncia contra o casal petista em julgamento no próximo dia 20.

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Alvo da Operação Custo Brasil, o ex-ministro Paulo Bernardo (Planejamento/Governo Lula) declarou à Polícia Federal em São Paulo nesta terça-feira, 19, que não recebeu propinas de R$ 7,1 milhões do esquema Consist.

A Consist é uma empresa de software que fez acordo com entidades contratadas pelo Planejamento na gestão de Paulo Bernardo, em 2010. Cabia à Consist gerenciar o dinheiro emprestado a milhões de servidores públicos. O esquema teria desviado R$ 100 milhões de empréstimos consignados entre 2010 e 2015 por meio da cobrança de taxas altas.

Questionado sobre anotações encontradas no escritório do advogado Guilherme Gonçalves, de Curitiba, que indicam supostos repasses de valores em seu favor, Paulo Bernardo negou ter sido beneficiário. Ele sugeriu que Gonçalves pode ter ficado com o dinheiro. As informações são do Estadão.

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A agenda de compromissos em 2014 do então ministro das Comunicações Paulo Bernardo (PT-PR) indica que era ele o interlocutor de mensagens interceptadas pela Polícia Federal no telefone do executivo da Andrade Gutierrez Otávio Azevedo. Em relatório na Operação Lava Jato, a PF apontou que o celular que registrou trocas de mensagens com Azevedo “possivelmente” pertenceria a Paulo Bernardo. A dúvida sobre a identidade surgiu porque o contato de Azevedo, um celular de Brasília, aparece registrado em nome de duas pessoas ao mesmo tempo: Paulo Bernardo e também João Rezende, possível referência ao presidente da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), pessoa próxima do ex-ministro. As informações são de Rubens Valente na Folha de S. Paulo.

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Karlos Kohlbach

Apesar da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de soltura de Paulo Bernardo, o ex-ministro de Lula e Dilma Rousseff (PT) segue na alça de mira da Polícia Federal e dos procuradores do Ministério Público Federal (MPF).

Uma fonte contou ao Blog que a documentação apreendida na ação policial, assim como os extratos telefônicos, está em fase final de análise. “Os resultados dos achados deve ensejar uma nova operação da PF”, diz a fonte.

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Para a Polícia Federal, mensagens pelo celular de 30 de agosto de 2014 e 3 de setembro de 2014 parecem sugerir que ex-ministro dos governos Lula e Dilma estaria questionando Otávio Azevedo, da Andrade Gutierrez, ‘de forma velada acerca de depósito’

Relatório da Polícia Federal, na Operação Lava Jato, destaca mensagens trocadas, em 2014, entre o então presidente da Andrade Gutierrez Otávio Marques de Azevedo, e Paulo Bernardo, que na ocasião ocupava a cadeira de ministro das Comunicações do governo Dilma. As informações são de Julia Affonso, Mateus Coutinho, Ricardo Brandt e Fábio Serapião no Estadão.

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O Antagonista

A PF encontrou um elo entre a Focal, acusada de ter lavado dinheiro para a campanha de Dilma Rousseff, e um assessor de Paulo Bernardo, Zeno Minuzzo.

Um relatório da Custo Brasil, obtido pelo Estadão, “levanta suspeita sobre transações de remessa de materiais de campanha para Zeno Minuzzi, em 2014, e indica uma possível sonegação de informação sobre a prestação de serviço para as campanhas de Dilma e da senadora Gleisi Hoffmann”.

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O procurador-geral da República Rodrigo Janot enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) parecer em que defende as buscas e apreensões no apartamento funcional da senadora petista Gleisi Hoffmann e que tiveram como alvo o marido dela, o ex-ministro Paulo Bernardo Silva. Bernardo foi preso na Operação Custo Brasil por suspeitas de participar de um esquema de cobrança de propina e desvio de dinheiro envolvendo empréstimos consignados e a empresa Consist. A manifestação de Janot vai integrar o processo em que a Mesa Diretora do Senado pede a anulação das provas recolhidas no apartamento por considerar que o STF deveria ter autorizado previamente as buscas, já que Gleisi, que detém foro privilegiado, mora no mesmo local em que Paulo Bernardo. As informações são de Laryssa Borges na Veja.

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A Receita Federal já identificou pelo menos 22 pessoas físicas que serão fiscalizadas por participarem do esquema de corrupção revelado pela Operação Custo Brasil, deflagrada em 23 de junho. De acordo com técnicos da inteligência do órgão, no entanto, o número de contribuintes deve subir com o avanço das investigações. O potencial das autuações chega a R$ 115 milhões. As informações são de Martha Beck n’O Globo.

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Ucho Haddad

Ninguém pode acusar a senadora Gleisi Helena Hoffmann (PT-PR) de ter algum vestígio de senso de ridículo. No último final de semana, a parlamentar paranaense confraternizou com “movimentos sociais” petistas para comemorar a soltura do marido, o ex-ministro Paulo Bernardo da Silva, preso na Operação Custo Brasil por suspeitas de envolvimento em esquema criminoso que lesou servidores aposentados em R$ 100 milhões.