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“Alberto Youssef confirmou aos investigadores o que disse o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa sobre o dinheiro desviado da estatal para a campanha da ex-ministra da Casa Civil Gleisi Hoffmann (PT-PR) ao Senado, em 2010. Segundo ele, o repasse dos recursos para a senadora petista, no valor de 1 milhão de reais, foi executado em quatro parcelas. As entregas de dinheiro foram feitas em um shopping center no centro de Curitiba. Intermediários enviados por ambos entregaram e receberam os pacotes. Em nota, a senadora disse que não recebeu nenhuma doação de campanha nem conhece Paulo Roberto Costa ou Alberto Youssef.”

Trecho da reportagem “Eles sabiam de tudo” da revista Veja deste final de semana.

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Se a presidente Dilma se reeleger no domingo, vai compor novo ministério. E já sinalizou: Paulo Bernardo não fica. Gleisi Hoffmann não volta. O casal está fora por conta das denúncias de que recebeu R$ 1 milhão do esquema de desvio de dinheiro da Petrobras. A denúncia contra Paulo Bernardo e Gleisi foi do operador do esquema de dinheiro roubado da Petrobras, o ex-diretor Paulo Roberto Costa. Confirmado pelo doleiro Alberto Youssef.

Para o lugar de Paulo Bernardo irá Ricardo Berzoini, do PT.

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Do Globo:

O jornal americano New York Times, em sua edição eletrônica, publicou uma reportagem sobre o escândalo de desvio de recursos da Petrobras e suas consequências para a eleição do próximo presidente. Com o título “Escândalo em companhia brasileira de Petróleo tumultua campanha presidencial”, o texto menciona que o episódio destacou a competição ideológica das visões de como a Petrobras, que segundo o jornal “fez algumas das maiores descobertas de petróleo no mundo neste século”, deve ser administrada. “O caso apresenta um enorme desafio para a presidente Dilma Rousseff, que está em uma amarga batalha eleitoral contra Aécio Neves”, consta no texto.

“Com os dois candidatos lutando um contra o outro pela opinião pública, Aécio Neves está aproveitando o escândalo do petróleo para atacar Dilma Rousseff e sua administração”, afirma o New York Times. A reportagem diz ainda que desde que Dilma Rousseff assumiu, exerceu grande controle sobre a empresa de energia, alinhada com sua visão de que “grandes empresas estatais” deveriam ser os pilares do desenvolvimento brasileiro”.

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As empresas acusadas de formar um cartel para lotear grandes licitações públicas no País, segundo investigação da Operação Lava Jato, doaram R$ 456 milhões a PT, PMDB, PSDB, PSB, DEM e PP nos últimos sete anos, sem fazer distinção entre situação e oposição. Parte do dinheiro foi repassada às legendas em valores fixos e mensais.

Segundo o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Youssef, parte desse dinheiro teve como origem esquemas de fraudes em contratos, lavagem de dinheiro e corrupção, e foi parar nas campanhas presidenciais de 2010 do PT e do PSDB. Levantamento feito pela reportagem mostra que o PT e o PSDB, juntos, receberam 55% do total repassado aos seis partidos via diretório nacional. Os R$ 456 milhões que irrigaram as contas dessas legendas de 2007 a 2013 – período que o Tribunal Superior Eleitoral publica para consulta na internet – representam 36% do total doado às seis legendas por pessoas jurídicas em geral, no período. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Do Painel, Folha de S. Paulo:

A campanha de Dilma Rousseff se assustou ao vê-la empatada com Aécio Neves no Rio de Janeiro, terceiro maior colégio eleitoral do país. A presidente passará três dias no Estado na última semana da eleição, em esforço para tentar recuperar a vantagem histórica do PT em território fluminense. O foco da ofensiva serão os 31% de eleitores que votaram em Marina Silva no primeiro turno. Dilma venceu com 35%, mas teve o pior desempenho de um petista no Estado em duas décadas.

dilma - petrobras

A maioria (80%) dos brasileiros tomou conhecimento das denúncias do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa que envolvem o pagamento de propinas em contratos da empresa para PT, PP e PMDB. Na opinião de dois em cada três eleitores (66%), as denúncias do ex-diretor são verdadeiras e houve pagamento de propina na estatal. Questionados se a presidente Dilma Rousseff (PT) tem responsabilidade sobre o caso de corrupção, 64% responderam positivamente. As informações são do Datafolha.

O Datafolha ouviu 9.081 eleitores em 366 municípios. O nível de confiança do levantamento é 95% (em 100 pesquisas com a mesma metodologia, os resultados estarão dentro da margem de erro em 95 ocasiões). O registro do estudo no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) é BR 01098/2014.

Foto: Geraldo Magela / Agência Senado costaGERALDO_MAGELA_AG_SENADO

De Amanda Audi Gazeta do Povo:

O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa teria sido convidado para assumir o Ministério das Cidades em março deste ano, poucos dias antes de ser preso pela Polícia Federal (PF) na Operação Lava Jato. A informação consta de uma troca de mensagens entre o doleiro Alberto Youssef e o deputado federal Luiz Argôlo (SD-BA) de 13 março – mesmo dia em que foi anunciada a substituição de seis ministros, entre eles o das Cidades, pela presidente Dilma Rousseff (PT). A conversa foi interceptada pela PF e estava sob sigilo até o início deste mês. Os diálogos não deixam claro se o convite teria sido feito pela própria presidente ou pelo PP, partido que controla o ministério.

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Do G1:

O ex-diretor de Refino e Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, preso em regime domiciliar no Rio, afirmou na quarta-feira (8), em depoimento à Justiça Federal do Paraná, que parte da propina cobrada de fornecedores da estatal era direcionada para atender a PT, PMDB e PP.

O G1 obteve o áudio no qual Costa diz ao juiz federal Sérgio Moro, responsável pelo processo da Lava Jato na primeira instância, que as diretorias comandadas pelos três partidos recolhiam propinas de 3% de todos os contratos. O ex-dirigente explicou como funcionava a divisão da propina entre as legendas partidárias.

Confira o áudio aqui.