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Por WILLIAM XAVIER, vice-prefeito de Uraí

Muito se fala dos pedágios do Paraná, contudo, uma parcela significativa da população sequer tem recursos financeiros para possuir um carro ou, ainda, abastecer seu veículo com um dos combustíveis mais caros do mundo. O pedágio nesse caso seria um troco após o pagamento da parcela de um veículo financiado, combustível utilizado mensalmente, IPVA, seguro anual, depreciação, o risco de vida nas nossas estradas pedagiadas, que deveriam estar duplicadas, dentre outros desafios.

A solução mais simples, a exemplo de países de primeiro mundo, seria a implantação de um transporte público de qualidade entre municípios de pequeno porte e centros maiores a custos viáveis. São vários anos de críticas ao pedágio de Jataizinho, notadamente o mais caro do Paraná, onde tais críticas trouxeram efeito prático zero. A falta de ação do poder público obrigou nossa população ao confinamento, refém de um isolamento obrigatório devido a incapacidade financeira de locomoção.

O resultado disso foi a redução do crescimento dos municípios de pequeno porte. Agora, nos resta abraçar o transporte público por aplicativos para tentar diminuir esta diferença. Consultas recentes indicam que um trecho Uraí/Cornélio Procópio pode custar R$ 12,00 por passageiro, da mesma forma Uraí/Londrina pode custar R$ 30,00 por passageiro, dependendo do horário e com 3 passageiros.

Por William Xavier – Vice-Prefeito de Uraí/PR.

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O senador Roberto Requião (PMDB-PR) perdeu mais uma Justiça. A 4ª Vara da Fazenda Pública de Curitiba impugnou os recursos do senador na ação em que responde por contratação irregular na fiscalização dos pedágios no Paraná. A defesa de Requião tentou arguir a ilegitimidade do Fórum Nacional de Transporte – proponente da ação – que acusa Requião pela irregularidade e busca a devolução de R$ 40 milhões (valores atualizados) pagos ao IBQP (Instituto Brasileiro da Qualidade e Produtividade), em contrato sem licitação em 2004, para fiscalizar as estradas pedagiadas.

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Quatrocentos integrantes do MST realizam uma manifestação desde às 9 horas desta quarta-feira (3), no quilômetro 704, da BR-277, em São Miguel do Iguaçu. Todas as cancelas da praça de pedágio foram liberadas, sem previsão de término do protesto. Equipes da Polícia Rodoviária Federal estão no local. As informações do Paraná Portal.

Os manifestantes são do Acampamento Sebastião Camargo, Brigada José Marti e pedem ao Incra o assentamento proposto para as mil e duzentas famílias do acampamento, que fica às margens da BR-277, onde acontece a manifestação.

De acordo com o ofício, o governo federal teria assumido a responsabilidade de assentar as famílias e até o momento nenhuma atitude teria sido tomada.

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por Sérgio Malucelli:

Em anos de atividades públicas e privadas, nunca acompanhei um tema tão polêmico quanto a questão do pedágio e a discussão em torno das concessões de rodovias. A inapetência do Estado como gestor nos levou ao pagamento de tarifa para andarmos em vias públicas. O que, aliás, não é fato novo: no Império Romano já se cobrava pedágio para trafegar na Via Ápia.

O deputado Luciano Ducci (PSB), ex-prefeito de Curitiba, se colocou contra a prorrogação dos pedágios em estudo. “Sou contra a prorrogação dos contratos de pedágio. A atual concessão, com mais de 16 anos, não trouxe benefícios para a sociedade paranaense, pelo contrário se tornou cara e com poucas obras. O correto é concluir este contrato e abrir uma licitação que force a concorrência e gere benefícios para a sociedade paranaense”, disse Ducci no facebook.

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Para deixar esta pendenga às claras, o presidente da FIEP, Edson Campagnolo, que coordena o G7, informa que o grupo — formado pela Fiep, Faep, Fecomercio, Faciap, Fetranspar, Fecoopar e ACP –não fechou questão em torno do apoio à renovação do convênio da delegação das rodovias federais do Paraná.

Campagnolo explica que ainda não há consenso interno entre as entidades do G7 sobre o tema. E não esconde a irritação quando lê notícias truncadas para passar a impressão de que o G7, integralmente, apoia a prorrogação de concessões.

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Não é de hoje que as discussões sobre a prorrogação dos contratos de pedágio entram em pauta e ontem, durante uma visita na Assembleia Legislativa, o deputado federal Ricardo Barros (PP), vice-líder do governo da presidente Dilma Roussef na Câmara e marido da vice-governadora Cida Borgheti (SDD), criticou o que ele chamou de “debate antecipado” sobre a questão. As informações são da Folha de Londrina.

Tal declaração foi dada depois dele contar que, em 90 dias, deve ser apresentado qual tipo de acordo pode ser levado em consideração para uma futura prorrogação entre o governo estadual e as concessionárias que administram as rodovias. Barros destaca que a comissão criada com representantes do Executivo e de setores produtivos do Estado, vai analisar investimentos que ainda precisam ser feitos; o passivo jurídico por conta de aumentos não concedidos; tempo de concessão e desconto do pedágio.

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A vice-governadora Cida Borghetti entregou ao secretário transportes do Ministério dos Transportes, Luciano Castro, um ofício do governador Beto Richa indicando os representantes do Governo e do setor produtivo para participar do grupo de trabalho que vai estudar a prorrogação da delegação das rodovias federais que formam o Anel de Integração.

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Na reunião do setor produtivo paranaense com o ministro dos Transportes, Antonio Carlos Rodrigues, para discutir a renovação da delegação das rodovias federais pedagiadas, a vice-governadora Cida Borghetti foi enfática ao afirmar que o Governo trabalha com três premissas básicas na questão das concessões de rodovias: a redução da tarifa, a realização de novas obras e fim das demandas judiciais.

“O governo defende a redução da tarifa, a retomada das obras importantes para o estado e as negociações das ações judiciais. Finalizar com todas essas ações judiciais que já vem de muito tempo, mas o governo defende a redução imediata”, disse Cida.

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de Assessoria:

O deputado federal Sandro Alex comemorou, nesta terça-feira (03), a sanção presidencial, sem vetos, da Lei dos Caminhoneiros, com emenda de sua autoria que prevê a não-cobrança de pedágio para os caminhões que passarem na barreira vazios com o eixo suspenso.

A proposta Sandro Alex foi fundamental para o acordo entre o governo federal e os caminhoneiros para o o desbloqueio nas rodovias do país. Os protestos foram motivados contra o preços do diesel e do frete.