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A força-tarefa que atua nas investigações da Operação Lava Jato já conseguiu bloquear R$ 1 bilhão de quatro empreiteiras acusadas de desviar recursos da Petrobras. O valor é referente às ações de improbidade encaminhadas pelos procuradores do MPF. As empreiteiras e os dirigentes presos na operação também respondem a ações criminais na Justiça Federal em Curitiba.

O valor foi atingido sexta-feira, 15, com o bloqueio de R$ 282,4 milhões da OAS. O MPF também conseguiu bloquear mais 153,9 milhões da Engevix, R$ 302,5 milhões da Galvão Engenharia e R$ 241,5 milhões da Camargo Corrêa. O cálculo é baseado em depoimentos de delação premiada de investigados, além de multa civil de três vezes o valor dos desvios. Segundo os delatores, o pagamento correspondia a 1% dos contratos.

mpf - empreiteiras

A Justiça Federal de Curitiba decretou o arresto de R$ 241 milhões da Camargo Corrêa e de R$ 302 milhões da Galvão Engenharia, duas das empreiteiras investigadas na Operação Lava Jato. As decisões, da 5ª Vara Cível, se deram em ações de improbidade administrativa que as empresas respondem em consequência do esquema de corrupção investigado na Petrobras.

Somando ao valor de R$ 153,7 milhões que já foi arrestado em relação à Engevix, já chega a R$ 700 milhões o bloqueio envolvendo as empreiteiras. A indisponibilidade dos valores na esfera cível foi solicitada pelos procuradores do Ministério Público Federal. Todo este montante deve ser usado para restituir parte do dinheiro desviado em propina da Petrobras. A estimativa do MPF é de que R$ 6,1 bilhões sejam restituídos aos cofres públicos.

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da Banda B:

O doleiro Alberto Youssef, que presta depoimento nesse momento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, reafirmou na manhã de hoje (11) que deu dinheiro de esquema de corrupção para a campanha de Gleisi Hoffmann (PT), em 2010. O doleiro, assim como o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, já tinha confirmado a doação de R$ 1 milhão durante as investigações da Operação Lava-Jato, no ano passado.

Youssef sustenta que o dinheiro partiu de comissão de contratos superfaturados firmados por empresas com a estatal e que o repasse foi feito a pedido do ex- ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, marido de Gleisi. A entrega dos valores teria acontecido em quatro encontros com o dono de um shopping de Curitiba, que teria feito a mediação. Desde o primeiro depoimento, o casal nega ter recebido o dinheiro.

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Marcelo Sperandio, Época:

Engolfado nas investigações da Operação Lava Jato, o mercado publicitário não pode alegar desconhecimento. Há um ano, a Associação Brasileira de Agências de Publicidade (Abap) fez uma “reunião nacional” em que os advogados do escritório Peixoto e Cury apresentaram a palestra “Lei Anticorrupção – aspectos práticos, legais e controversos”. Um dos slides dizia que um dos atos lesivos contra a administração é a “obtenção de vantagem indevida mediante suborno de funcionário público”. E alertava: “Não subornar ou tentar subornar ninguém!”. Associadas à Abap, a Borghi Lowe e a FCB receberam todo o material da palestra. As duas são investigadas pela Operação Lava Jato por suspeitas de pagaram propinas para conseguirem contratos com o governo federal. O publicitário Ricardo Hoffmann, ex-vice-presidente da Borghi Lowe que foi preso pela Polícia Federal, já aceitou fazer delação premiada.

d’O Globo:

As empreiteiras suspeitas de integrar o “clube do cartel” têm contratos ainda vigentes com a Petrobras no valor total de R$ 44,6 bilhões, aditivados por 321 vezes, seja para ampliar prazos de execução ou preços praticados. Ao todo, 65 contratos permanecem ativos, dos quais 53 — 81,5% — foram firmados a partir de cartas-convite da estatal e o restante, por dispensa ou inexigibilidade de licitação.

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Murilo Ramos, Época:

O presidente da OAS, Léo Pinheiro, preso até a semana passada, tinha livre acesso ao gabinete de Gleisi Hoffmann, também investigada na Lava Jato, quando ela ocupava a Casa Civil. Pinheiro fez cinco visitas a Gleisi para falar de negócios da empreiteira, que doou R$ 1 milhão para a campanha dela ao Senado em 2010. O assunto voltou à baila em depoimento que Gleisi prestou à PF em abril.

Durante muitos anos, Lula e Dilma fizeram um discurso falso sobre a realidade da Petrobras e das perspectivas da empresa.

Editorial, Gazeta do Povo

O balanço da Petrobras de 2014, divulgado com cinco meses de atraso, revela que em seus 12 anos de governo o PT conseguiu a façanha impensável e inaceitável de estrangular a maior empresa brasileira. Mesmo operando sob regime de monopólio, sem nenhum concorrente interno e produzindo derivados de petróleo que não têm sucedâneos, a Petrobras conseguiu afundar em prejuízos, dívidas, desvalorização de ações e um gigantesco esquema de corrupção que suplantou em muito os valores desviados com o mensalão.

do Painel, Folha de S. Paulo:

Integrantes da CPI da Petrobras querem usar a visita desta segunda-feira ao presidente da estatal, Aldemir Bendine, para aproximar a investigação de Dilma Rousseff. O grupo vai questioná-lo sobre o processo decisório na contratação de aditivos e na compra e venda de ativos. A ideia é obter uma confirmação de que o Conselho de Administração, que foi chefiado por Dilma, tem responsabilidade nas ampliações contratuais das refinarias de Abreu e Lima e do Comperj.

Ideia fixa – A compra da refinaria de Pasadena, nos EUA, também deve ser objeto dos questionamentos endereçados a Bendine. O requerimento da visita à estatal é de Antonio Imbassahy (PSDB-BA).

Muita calma… Tucanos que preferem retardar um pedido de impeachment apontam mais um efeito colateral da apresentação açodada de um requerimento: o enfraquecimento do recurso.

… nessa hora Argumentam que um indício mais forte que possa surgir no futuro perderá força se um pedido anterior já tiver sido recusado pela presidência da Câmara.