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Severino Motta / Radar on-line

Integrantes do Ministério Público Federal têm resistido a enviar dados Pixuleco II para seus colegas da PF em São Paulo.

O caso, que foi desmembrado da Lava Jato pelo STF, investiga um esquema que pode ter rendido propinas na casa dos 40 milhões de reais em negócios relacionados a contratos de empréstimos consignados no âmbito do Ministério do Planejamento.

O receio dos procuradores é que as investigações na PF paulista sejam tocadas por policiais simpáticos ao PT.

Foto: Wilson Pedrosa gleisi - foto wilson pedrosa

Uma frase do ex-presidente Lula (PT), que se tornou célebre em épocas de Mensalão, voltou a povoar as páginas da imprensa nativa, embalada pelo escândalo do momento, o Petrolão. Em entrevista à Gazeta do Povo, a senadora Gleisi Hoffmann (PT) seguiu a máxima petista e disse que não sabia de nada sobre o repasse de empresas investigadas na Lava Jato cujo dinheiro pagou seus advogados, motorista e também Zeno Minuzzo, dirigente do PT ligado ao marido Paulo Bernardo e secretário de finanças do PT quando a parlamentar era a presidente do partido no Estado. Gleisi também criticou o despacho do juiz Sergio Moro.

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Agora, até a mídia mais subserviente aos interesses do casal Gleisi Hoffmann e Paulo Bernardo, aí incluída a rede de apoio do PT na internet, admite que a senadora está enrolada até o pescoço na Lava Jato desde que o Ministério Público Federal apreendeu documentos, planilhas, controles no escritório do advogado Guilherme “Pixuleco” Gonçalves, na 18.ª fase da operação. Pois, pois, os documentos mostram repasses da empresa Consist, beneficiária de maracutaia no Ministério do Planejamento à época em que Paulo Bernardo era ministro, com pagamentos de honorários de campanhas da petista. Agora, Gleisi faz esforços para que o esquema petista no Judiciário bloqueie uma investigação contra ela. É o STF que vai decidir se Gleisi será ou não investigada, pois a loira tem foro privilegiado. Já o marido, Paulo Bernardo, não pode assumir a direção de Itaipu porque não tem ficha de bons antecedentes na Lava Jato.

Para relembrar: O envolvimento da senadora apareceu depois da Operação Pixuleco II, da Polícia Federal (PF), que teve como alvo contratos de crédito consignado firmados pelo Ministério do Planejamento em 2010 – último ano da gestão do marido de Gleisi, Paulo Bernardo, na pasta.

D’O Globo:

SÃO PAULO E BRASÍLIA – Cerca de 70 policiais federais cumprem na manhã desta quinta-feira a 18ª fase da Operação Lava-Jato. O ex-vereador do PT de Americana (interior de SP) Alexandre Correa de Oliveira Romano foi preso em São Paulo, suspeito de operar no esquema de corrupção, revelado pelo GLOBO, com a empresa Consist.

A nova fase pretende reunir documentos que ajudem comprovar crimes de corrupção e lavagem envolvendo contratados do Ministério do Planejamento. Os investigadores descobriram que o esquema operou até o mês passado, com repasse de dinheiro a empresas indicadas por intermediários ligados ao PT. Os pagamentos ocorriam por meio de empresas de fachada, segundo a PF.

A ação ocorre em Brasília, Porto Alegre, São Paulo e Curitiba. São 11 mandados judiciais, além de um pedido de prisão temporária e dez de busca e apreensão. A ação foi batizada de “Pixuleco II”. Na semana passada, a 17ª fase da operação prendeu o ex-ministro petista José Dirceu. Romano será levado para a Superintendência da PF, em Curitiba.