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Fernando Rodrigues, UOL

Papéis foram apreendidos na “Acarajé” e liberados ontem (22). Planilhas listam nomes, valores e apelidos de cada político. Material é de Benedicto Barbosa, alto executivo do grupo. Informações de tabela são incompatíveis com doações declaradas.

Documentos apreendidos pela Polícia Federal listam possíveis repasses da Odebrecht para mais de 200 políticos de 18 partidos políticos. É o mais completo acervo do que pode ser a contabilidade paralela descoberta e revelada ontem (22.mar.2016) pela força-tarefa da Operação Lava Jato.

As planilhas estavam com Benedicto Barbosa Silva Júnior, presidente da Odebrecht Infraestrutura, e conhecido no mundo empresarial como “BJ”. Foram apreendidas na 23ª fase da operação Lava Jato, batizada de “Acarajé”, realizada no dia 22.fev.2016.

Editorial, Estadão

Ocorreram na segunda-feira dois fatos relevantes no âmbito da Operação Lava Jato: o anúncio da condenação de mais um tesoureiro do PT e um grave e importante alerta do procurador regional da República em Curitiba, Carlos Francisco dos Santos Lima, a respeito do risco que corre a operação de vir a ser descaracterizada, em prejuízo da apuração do envolvimento dos políticos no amplo esquema de corrupção cujas origens estão na Casa Civil da Presidência da República – portanto, desde o episódio do mensalão, no governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Para Santos Lima, os casos do mensalão, do petrolão e também da Eletronuclear “são todos conexos porque dentro deles está a mesma organização criminosa” dedicada à “compra de apoio político partidário pelo governo federal, por meio de propina institucionalizada nos órgãos públicos”.

sergio moro
O juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal, disse nesta segunda-feira, sem citar o escândalo envolvendo os desvios de recursos da Petrobras, que políticos desonestos têm vantagens sobre políticos honestos e, por isso, é sempre preciso rastrear o dinheiro movimentado ilegalmente para “se chegar ao chefe”. Numa aula sobre lavagem de dinheiro na Escola da Magistratura Federal do Paraná, Moro afirmou que, nesses casos, a investigação contra políticos deve ser tal qual se faz contra chefes de tráfico de drogas: é preciso seguir o “velho conselho norte-americano” se quiser chegar ao chefe “follow the money“, ou “siga o dinheiro”.

Nesta terça-feira, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, vai enviar ao Supremo os pedidos de abertura de inquéritos contra políticos e pedirá o fim o sigilo das investigações da Operação Lava-Jato contra algumas autoridades suspeitas de integrar o esquema, o que deve ser feito pelo relator do processo, o ministro Teori Zavascki, alguns dias depois.

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O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, determinou a criação de uma força-tarefa com oito procuradores do Ministério Púbico Federal para comandar apurações sobre o envolvimento de políticos no esquema de corrupção e desvios em contratos da Petrobras. A portaria assinada por Janot já está em vigor. As informações são do G1.

Em média, oito parlamentares estiveram ausentes por sessão deliberativa na Assembleia Legislativa. Mas eles conseguiram justificar 5 em cada 6 ausências, sem desconto salarial.

Da Gazeta do Povo — Os deputados estaduais paranaenses faltaram 3.796 vezes às sessões plenárias durante os quatro anos da legislatura que termina neste mês. Isso significa que, em média, oito parlamentares estiveram ausentes por sessão deliberativa entre 2011 e 2014. Isso não quer dizer, no entanto, que todas as ausências tenham causado descontos nos salários dos deputados. Usando as regras da Casa, eles conseguiram justificar 5 em cada 6 ausências (83% do total).
Dirigente se ausenta 131 vezes sem ser descontado. Veja o quadro de ausências:

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Depois de fechar brechas que permitiam a ocorrência de doações ocultas de recursos de campanha, sem identificação dos financiadores, o TSE decidiu acabar com o sigilo bancário das movimentações dos partidos a fim de ampliar a fiscalização sobre os recursos recebidos também em períodos não eleitorais. A mudança consta de resolução publicada no dia 30 de dezembro passado, cuja redação final foi feita pelo próprio presidente do TSE, José Antonio Dias Toffoli. As informações são do Estadão.

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do Painel, Folha de S. Paulo:

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, vai defender que os inquéritos contra políticos com mandato enviados em fevereiro ao Supremo como resultado da Operação Lava Jato não sejam mantidos sob sigilo no sistema da corte. Cada investigação deverá estar listada no sistema, vinculada publicamente a um número e às iniciais da autoridade, tornando essas informações públicas —ainda que as peças dos processos não estejam disponíveis para consulta.

Do Painel, Folha de S. Paulo:

Pessoas próximas ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, dizem que ele já tem pronta a lista dos políticos com foro privilegiado sobre os quais pedirá abertura de investigação no STF (Supremo Tribunal Federal). A dúvida que resiste, de acordo com esses interlocutores, é sobre incluir ou não na relação governadores e parlamentares não reeleitos, que perderão a prerrogativa a partir de janeiro. O eventual desmembramento do caso, no ano que vem, poderia atrasar a apuração.

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Do Globo:

Documentos apreendidos nas sedes das construtoras Queiroz Galvão e Engevix, investigadas por suspeita de envolvimento no cartel para fatiar obras da Petrobras e cujos diretores foram presos pela Polícia Federal (PF), revelam registros de repasses que teriam sido feito pelas empresas a políticos e partidos que participaram das eleições deste ano. Não há confirmação de que os pagamentos foram efetivamente feitos e, em caso afirmativo, se foram feitos legalmente ou não.

Do Painel, Folha de S. Paulo:

As críticas de Rodrigo Janot à direção da Petrobras foram recebidas tanto no Palácio do Planalto quanto no Supremo Tribunal Federal como um sinal de que ele não tarda a apresentar a lista de políticos com foro privilegiado citados na Operação Lava Jato. “Ele demonstrou que não aguenta até o Natal”, resumiu um interlocutor do Judiciário. A reação de Dilma Rousseff à mudança de tom de Janot foi de irritação. A presidente acha que ele “acusou o golpe” dos ataques da oposição.