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bala banana gif - dissidentes

Os dissidentes do PMDB entregaram hoje (terça-feira, 30), 200 quilos de balas de banana na Boca Maldita em Curitiba. As balas fazem alusão à bala de prata do senador Roberto Requião (PMDB) que falhou na noite de segunda-feira (29). “Vamos continuar entregando as balas aos debatedores de hoje à noite na RPC, adoçando as bocas amargas desta eleição, e valorizando a produção paranaense, já que as balas são de Antonina. Na Boca Maldita, as balas fizeram o maior sucesso”, disse Doático Santos, secretário-geral do PMDB de Curitiba e coordenador do comitê da Frente Ampla.

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Um número consistente de paranaenses ainda acredita que o senador Roberto Requião, o Napoleão do golpe de 1990, quando tomou o poder graças à farsa do Ferreirinha, tem vaga cativa no Panteão dos grandes estadistas. Requião foi ao poder graças a essa e a outras farsas. A do pedágio baixa ou acaba, a da indignação com a aposentadoria dos outros, a da Carta de Puebla, a do Richa e Requião, irmão, para se eleger nas costas do velho José Richa.

Pois, pois, agora Requião ficou reduzido ao que sempre foi, uma farsa. Essa ameaça da bala de prata é de provocar frouxos de riso. Além do vexame, Requião não se conforma com a evidência de que não é general de cavalaria, rei ou estadista. Napoleão? Só o de hospício. Se Napoleão fosse um Requião não passaria de cabo.

“A história se repete, a primeira vez como tragédia e a segunda como farsa”, disse Karl Marx, filósofo muito citado nas hostes de Requião pelos epígonos que o cercam. Desta tentativa de repetição da história de seus golpes sobrou apenas caricatura. A do próprio Requião no fim de linha.

bala de banana -nt

Para tripudiar fracasso da bala de prata, Doático Santos, secretário-geral do PMDB de Curitiba, os dissidentes do partido e integrantes do comitê da Frente Ampla promovem hoje (terça-feira, 30) uma farta distribuição de bala de banana. Começa ao meio dia na Boca Maldita e se estenderá até a entrada do debate da Globo, às 22h na frente da RPC. “É para adoçar a boca amarga de alguns nesta reta final das eleições”, diz Doático.

De Celso Nascimento, Gazeta do Povo:

Cadê a bala? 1

O dicionário Aurélio – famoso “pai dos burros” – define a palavra bravata como um substantivo feminino com três siginificados que se completam: 1. Ameaça feita de modo arrogante; 2. Dito ou atitude de fanfarrão; 3. Pretensa valentia. Pois bem, os que, ontem à noite, ficaram de olhos e ouvidos pregados no programa do PMDB do horário eleitoral da tevê, tiveram a ocasião de confirmar o “Aurélio”: não passava de fanfarronice a ameaça que o candidato Roberto Requião fizera de disparar uma “bala de prata” com poder para fulminar o adversário Richa.

Cadê a bala? 2

Coisas dantescas seriam reveladas, e de tal grau de imoralidade que se recomendava tirar os crianças da sala. E o que aconteceu? Nada, absolutamente nada. No lugar da suposta e terrível bala apareceu tão somente a figura angélica e simpática da candidata a vice, deputada Rasane Ferreira (PV), descrevendo as bondades que Requião dedica às mulheres, incluindo a própria mãe.

requiao - tv bala de prata2

Depois de frustrar os eleitores e exibir uma propaganda amistosa no tempo que sobrou do seu horário eleitoral que teve parte dedicada a um direito de resposta de Beto Richa (PSDB), Roberto Requião (PMDB) anunciou que a bala de prata seria revelada na sequência, na web. Convocou os eleitores para seu programa on-line e não trouxe nenhuma novidade: entre divagações e teorias carentes de fundamento, disse que a verdadeira bala de prata é o voto do eleitor.

Requião ainda estava no páreo. Pesquisas mostravam que, apesar de improvável, era possível um segundo turno entre Richa e Requião. Agora, o peemedebista que prometia levar a eleição no primeiro turno após a exibição do supostamente bombástico programa eleitoral desta noite, trata a possibilidade de segundo turno como uma vitória hercúlea. Utopia manca, amparada unicamente em mirabolantes pesquisas internas anunciadas por seu partido.

Pois, pois, a bala de prata no programa de hoje acabou sendo a de Orlando Pessuti. Vamos lá. O ex-governador Orlando Pessuti (PMDB) estreou no programa eleitoral na noite desta segunda-feira (29) com recado direto: “não vote em Requião”. “Uso esse espaço para fazer um alerta, eleição com Requião sempre tem armação. Assim como Mário Pereira, eu também fui vice de Requião, sempre que tínhamos opiniões contrárias às dele, nós, nossas famílias e nossos amigos éramos insultados e agredidos. Portanto, peço a você que está nos assistindo, não vote em Requião. É isso mesmo, não vote em Requião! Porque para ganhar a eleição ele é capaz de tudo, mentir, criar falsos personagens, fazer promessas mirabolantes que nunca cumpre e, principalmente, tentar confundir o eleitor com propagandas como essa que vai começar daqui a pouco”, diz Pessuti.

richa requiao 29.09 TRE mantém direito de resposta a Richa no programa de Requião

Nesta segunda-feira (29), o TRE negou provimento a recurso para manter decisão que concedeu direito de resposta a Beto Richa (PSDB) no programa eleitoral do senador Roberto Requião (PMDB) na noite desta segunda-feira. Beto Richa terá um minuto no programa do peemedebista. E promete usá-lo com rigor.

Para o relator, Leonardo Castanho Mendes, são basicamente três os elementos que levam a procedência do pedido de resposta: “1) primeiramente, o representado não disputa nenhum cargo com o Diretor do Presídio, de forma que, ao mencionar o Diretor em sua propaganda, o intento verdadeiro era atingir o Governador, de forma indireta; 2) segundo, que a Lei 9.504/97, em seu art. 58, expressamente permite que o candidato seja atingido de forma indireta, como no caso ocorreu; 3) em terceiro lugar, em seu site www.requiaopmdb.com.br a notícia dada pelo candidato é diversa, porque lá se diz que foi Beto Richa quem consentiu com o evento”.

bala de prata De José Pedriali:

O senador Roberto Requião promete disparar segunda-feira uma “bala de prata” para alvejar Beto Richa, que transformou em pesadelo seu sonho de voltar aos devaneios absolutistas no Palácio do Iguaçu e às mordomias da Granja Canguiri,

Se sua “bala de prata” vai ou não abalar a disposição da maior parte do eleitorado de reeleger Beto, só o tempo dirá – o passado de Requião, lastreado em mentiras e armações fraudulentas, conspira contra a eficácia de sua ameaça. Que, no entanto, criou um fato político e está sendo utilizada para abalar a confiança do adversário e de seus seguidores na reta final da campanha.

Enquanto Requião não dispara a sua, o jornal Folha de S.Paulo o feriu ontem com uma “bala de prata”: o plantel de cavalos que mantinha na Granja Canguiri quando governador era sustentado com dinheiro público. O jornal se baseou em investigação realizada pela Polícia Militar, cuja conclusão era mantida a sete chaves. O número de cavalos é incerto – pode ultrapassar 80 – e quanto custou a estada deles na residência oficial idem. Estima-se entre R$ 5 milhões e R$ 8 milhões. O Ministério Público tem agora munição suficiente para denunciar Requião por improbidade administrativa.