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do Painel, Folha de S. Paulo:

Ricardo Pessoa, da UTC, não desistiu de aderir à delação premiada depois que advogados conversaram em nome da empreiteira com o ministro José Eduardo Cardozo (Justiça).

Alberto Toron, advogado de Pessoa na Lava Jato, e Antonio Figueiredo Basto, que auxilia o empreiteiro nessa negociação, estiveram juntos nesta segunda-feira na sede da Polícia Federal em Curitiba.

do Painel, Folha de S. Paulo:

Além de questionar a Comissão de Ética da Presidência sobre os encontros de José Eduardo Cardozo (Justiça) com advogados de empresas investigadas na Operação Lava Jato, a oposição apresentará ainda nesta semana requerimento para que o ministro seja convocado a depor na nova CPI da Petrobras, quando ela for instalada. PSDB, DEM e PPS também querem ter acesso à relação de encontros e telefonemas de Cardozo com o procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

Prévia A oposição quer apurar se Cardozo obteve informações privilegiadas do Ministério Público, em razão de declaração do ministro de que partidos de fora da base aparecerão quando Janot apresentar a lista de políticos envolvidos nos desvios.

gleisi - pt

A decisão do ex-presidente da UTC-Constran, Ricardo Pessoa (que está preso em Curitiba por envolvimento no esquema de corrupção investigado pela Operação Lava Jato), de negociar um acordo de delação premiada deixou a senadora Gleisi Hoffmann (PT) mais uma vez na linha de tiro. Gleisi, que vive sobressaltada desde que foi apontada pelo ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, e pelo doleiro Alberto Youssef, como beneficiária de R$ 1 milhão do Petrolão, vislumbra a possibilidade de ser envolvida em novas denúncias graves. Ricardo Pessoa é apontado como “coordenador” do clube dos empreiteiros que faziam negócios criminosos com a Petrobras. A UTC é uma das grandes financiadoras das campanhas da senadora.

Foto: Geraldo Magela / Agência Senado
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Agora à tarde, no Congresso, durante a CPI mista que faz acareação entre os ex-diretores da Petrobras, Paulo Roberto Costa reafirmou tudo aquilo que disse na delação premiada: “Tudo o que eu falei na delação, eu não posso abrir aqui porque é um acordo sério, eu confirmo. Tudo o que eu falei é sério”.

Do Lauro Jardim:

Não bastassem as denúncias contra a Petrobras, outra estatal tem um dirigente derrubado após delações premiadas. Caiu na sexta-feira o número um dos Correios no Rio de Janeiro, Omar de Assis Moreira.

Moreira foi citado em uma investigação da Polícia Federal sobre desvios milionários envolvendo planos de saúde da estatal.


O envolvimento de um dos principais órgãos do Ministério das Comunicações no escândalo enreda ainda mais o ministro Paulo Bernardo.

Os petistas, que tanto reclamaram do vazamento de trechos das delações premiadas de Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef, o que consideraram um golpe contra o partido e sua candidata, Dilma Rousseff, saberão a partir de agora o quanto não foi revelado e o que ainda está por vir.

Começam as delações premiadas de executivos das empreiteiras envolvidas. E dos longuíssimos depoimentos de Costa e de Youssef, o que a imprensa publicou é uma pequena amostra do grande esquema de corrupção montado. Enfim, a casa caiu. Depois das eleições, como queriam os petistas, Dilma reeleita, o esgoto da República deve ficar a céu aberto.