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Na ação, batizada de ‘radioatividade’, agentes federais cumprem mandados no Rio, Niterói, Brasília, São Paulo e Barueri

De O Globo

RIO, SÃO PAULO E BRASÍLIA – A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira a 16ª Fase da Operação Lava-Jato, denominada “Radioatividade”. Cerca de 180 Policiais Federais cumprem 30 mandados judiciais, sendo 23 de busca e apreensão, dois de prisão temporária e cinco de condução coercitiva em Brasília, Rio de Janeiro, Niterói, São Paulo e Barueri. No Rio, cinco andares da Eletronuclear, subsidiária da Eletrobras, foram lacrados pela PF. Um dos presos é Othon Luiz Pinheiro da Silva – diretor afastado da estatal.

O Ministério Público Federal denunciou criminalmente os presidentes das maiores construtoras do País, Norberto Odebrecht e Andrade Gutierrez, nesta sexta-feira, 24, e outras 20 pessoas, algumas ligadas a eles, um funcionário da Petrobrás e operadores de propina. As 22 pessoas são acusadas de organização criminosa, de corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Alguns dos acusados estão presos preventivamente desde o dia 19 de junho, quando foi deflagrada a 14ª fase da Operação Lava Jato – batizada de Operação Erga Omnes. As informações são do Estadão.

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Do Globo:

A investigação na Suíça que levou à descoberta dos cerca de US$ 26 milhões escondidos no exterior pelo ex-diretor de abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, é muito mais ampla. Tão extensa que poderá levar à descoberta de novas pessoas envolvidas no esquema de corrupção, segundo os procuradores brasileiros que viajaram para a Suíça para repatriar o dinheiro. A convite dos suíços, eles analisam a movimentação nas contas bancárias de Costa.

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Ivan Santos, Bem Paraná

Em meio à crescente tensão provocada pela prisão de executivos de algumas das maiores empreiteiras do País na sete fase da operação Lava Jato, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras volta a se reunir amanhã para retomar a votação de requerimentos que prevêem a convocação de políticos suspeitos de envolvimento no esquema de desvio de recursos da estatal. A lista inclui desde lideranças do PT, como a senadora Gleisi Hoffmann e seu marido, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, como integrantes da oposição, entre eles o ex-candidato do PSDB à presidência da República e presidente nacional do partido, senador Aécio Neves, além do empresário Leonardo Meirelles – “laranja” do doleiro Alberto Youssef que acusa tucanos de também terem sido beneficiados pelo esquema.

Foi decretado o bloqueio de R$ 720 milhões em bens de 36 investigados. Em Curitiba, uma prisão preventiva e dois mandados de busca.

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Entre os presos está Renato Duque (foto), o ex-diretor da Petrobras indicado por José Dirceu; foi decretado o bloqueio de R$ 720 milhões em bens de 36 investigados

De O Globo
A Polícia Federal cumpre nesta sexta-feira seis mandados de prisão preventiva, 21 de prisão temporária, nove de condução coercitiva e 49 mandados de busca e apreensão na sétima fase da Operação Lava-Jato, que investiga desvios e lavagem de dinheiro, boa parte ligado a obras da Petrobras.

Nesta nova fase da Operação Lava a Jato, por volta das 7h, a PF prendeu o ex-diretor de Serviços e Engenharia da Petrobras Renato Duque. Segundo o diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, assim como ele, também o então diretor de Serviços Renato Duque recebia propinas do esquema de corrupção montado na empresa e foi colocado na diretoria pelo ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu.

Só um dos supostos cúmplices de Renato Duque recebeu 100 milhões de dólares. Esta é a sétima fase da operação que investiga a lavagem de dinheiro de cerca de R$ 10 bilhões em um esquema de propina envolvendo contratos e negócios da Petrobras. Renato Duque foi mencionado ter participado do esquema pelo ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa preso pela PF desde março último, em delação premiada. Em documento da própria Petrobras apontava que a diretoria de Renato Duque foi responsável pelas 12 licitações das obras da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco.

operação

A tensão da base governista, que não sabe exatamente quem Alberto Youssef entregou, em sua delação premiada, é grande. Cerca de 80 políticos – e não apenas congressistas – estariam envolvidos no esquema de desvio de recursos da Petrobras, segundo investigações da Operação Lava Jato. Também executivos de empresas flagradas no propinoduto não dormem, especialmente porque não têm direito a foro especial. E todas sabem que, à qualquer momento, novas prisões deverão ser feitas pela Polícia Federal, porque Youssef teria fornecido planilhas e comprovantes de transferência de recursos.