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O Ministério Público Federal lançou, na manhã desta terça-feira (15), em São Paulo, as “10 Medidas contra a corrupção”. A campanha encabeçada pelos procuradores da República que integram a força-tarefa da Operação Lava Jato e pela Procuradoria-Geral da República pretende coletar assinaturas de apoio a uma proposta para aumentar o combate ao desvio de verbas e atos de improbidade pública. A meta é reunir 1,5 milhão de assinaturas em todo o país para pressionar deputados e senadores a aprovar o projeto, assim como ocorreu na Lei da Ficha-Limpa. As informações são d’O Globo.

O procurador da República Deltan Dallagnol, que coordena o núcleo de investigações da Operação Lava Jato afirmou que a corrupção é endêmica. “O sistema [político] é cancerígeno. Temos que combater esses sistemas cancerígenos e essas medidas são os instrumentos”, disse o procurador, acrescentando: “A Lava Jato é apenas a ponta do iceberg da corrupção no país. O que é desviado hoje no Brasil é algo de R $ 200 bilhões. Um valor tão alto que não dá para imaginar o que se faria com esse dinheiro”.

Foto: Avener Prado/ Folhapress procurador-1

de Mônica Bergamo, Folha de S. Paulo:

Um ano depois da deflagração da Operação Lava Jato, o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima diz que ela “andou num ritmo muito mais rápido do que o que nós estávamos acostumados a trabalhar”.

Ele, no entanto, acredita que as investigações estão apenas “arranhando o verniz de uma estrutura muito maior”, que seria a forma como se financia a política no país. Defendeu mudanças profundas no sistema político. E afirmou que esquemas de corrupção, como o que agora é revelado na Petrobras, fazem parte de uma engrenagem que funciona como “um relógio gigantesco”. Ele pode até “perder algumas peças que são substituídas por outras. Mas funciona até independente da vontade dessas peças”.

A seguir, a entrevista com o procurador:

do Painel, Folha de S. Paulo:

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, deve dividir em “núcleos fáticos” o pedido de abertura de inquéritos contra políticos com foro privilegiado citados na Operação Lava Jato. Até a semana passada, a equipe que o auxilia no processo trabalhava com cerca de 40 núcleos. Cada um diz respeito a um fato específico, citado por um ou mais delatores dos desvios na Petrobras. Os mesmos políticos podem aparecer simultaneamente em mais de uma investigação.

Monumento Cada pedido deve dar origem a um inquérito. Há dúvidas entre advogados se Teori Zavascki relatará todos eles ou se haverá uma redistribuição no STF.

Para lembrar No mensalão, depois da denúncia já apresentada –fase posterior à que o petrolão deve começar–, foram dois anos até a abertura da ação penal e mais cinco até o julgamento.

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O procurador-­geral da República, Rodrigo Janot, enviou ao ministro Luís Roberto Barroso do STF parecer favorável ao pedido de extinção de pena do ex-deputado José Genoino (PT), condenado no julgamento do mensalão. A extinção da pena tornou­-se possível graças a decreto presidencial de 24 de dezembro do ano passado, que concede o perdão da pena para aqueles que tiverem pena privativa de liberdade inferior a oito anos e que tenham cumprido um terço da pena para o caso de presos não reincidentes. Genoino foi condenado a uma pena de quatro anos e oito meses de prisão no julgamento do mensalão.

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O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, determinou a criação de uma força-tarefa com oito procuradores do Ministério Púbico Federal para comandar apurações sobre o envolvimento de políticos no esquema de corrupção e desvios em contratos da Petrobras. A portaria assinada por Janot já está em vigor. As informações são do G1.

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do Painel, Folha de S. Paulo:

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, vai defender que os inquéritos contra políticos com mandato enviados em fevereiro ao Supremo como resultado da Operação Lava Jato não sejam mantidos sob sigilo no sistema da corte. Cada investigação deverá estar listada no sistema, vinculada publicamente a um número e às iniciais da autoridade, tornando essas informações públicas —ainda que as peças dos processos não estejam disponíveis para consulta.

Do Painel, Folha de S. Paulo:

Rodrigo Janot disse a interlocutores que, além de pedir investigação contra políticos citados nas delações da Lava Jato, em fevereiro, já tem provas suficientes para apresentar ao Supremo denúncia formal contra pelo menos um parlamentar. O procurador-geral da República, porém, não revelou o nome. Além disso, na PGR e no STF há outros nomes de políticos com mandato citados por Paulo Roberto Costa como envolvidos no escândalo da Petrobras e que não estão na primeira lista.