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O deputado federal Fernando Francischini (SD/PR) divulgou um áudio que comprova o interesse político na greve dos servidores municipais de Maringá. A conversa vazada de um grupo funcionários da Educação escancara a estratégia de desgastar politicamente a administração dificultando o dia a dia da população. A grevista chega a chamar as mães que não trabalham de “preguiçosas”. Um escárnio.

O pagamento em folha complementar dos salários de professores contratados pelo processo seletivo simplificado (PSS) será efetuado na próxima quarta-feira (16). A informação foi confirmada pelo líder do Governo na Assembleia Legislativa, deputado Luiz Claudio Romanelli, após reunião com o governador Beto Richa. “Foi uma decisão obtida através do entendimento e do diálogo que tivemos entre a Liderança do Governo, a Casa Civil e a APP Sindicato. Esses funcionários iniciaram o trabalho em fevereiro e necessitam do pagamento para dar prosseguimento às suas atividades”, disse Romanelli.

Gazeta do Povo

O governo do Paraná terá de publicar, no portal da transparência, o detalhamento dos salários de todos os servidores estaduais, explicando os valores brutos e líquidos, as gratificações e os adicionais eventuais.

A determinação é consequência de uma ação, movida pela APP-Sindicato, que foi à Justiça reclamar quando a agência estadual de notícias divulgou texto, em maio do ano passado, alegando que em 111 cidades havia salário de docentes que eram maiores que os pagos a prefeitos. A publicação ocorreu durante a greve de professores e muitos professores alegaram que os valores estavam distorcidos, com gratificações retroativas.

Foto: Arnaldo Alves / ANPr BETO RICHA LIBERA RECURSOS PARA 56 MUNICÍPIOS.

Durante evento realizado nesta terça-feira (7) com prefeitos, o governador Beto Richa (PSDB) relacionou o fim da greve dos professores com a divulgação de seus salários: “O fim da greve começou na hora que mostramos os salários dos professores. Muitas pessoas estavam solidárias achando que era um salário de fome, mas na hora em que viram que em 111 municípios o maior salário é do professor, a greve começou a perder a força”, disse.

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Nesta segunda-feira (29) o confronto entre policiais e professores no Centro Cívico de Curitiba, que deixou mais de 200 feridos, completa dois meses. O momento é ideal para uma análise sem paixões dos atos e fatos que levaram aquela fatídica tarde e o que veio depois. Na avaliação de uma professora, com trânsito livre na Assembleia Legislativa, faltou cabeça fria e sobrou tró-ló-ló e engôdo.

“Primeiro os dirigentes da APP-Sindicato, orientados por deputados da Oposição e militantes petistas e da CUT, se insuflaram contra o projeto da Paraná Previdência, que havia sido amplamente discutido com a categoria e técnicos, como o economista Renato Follador, que disseram ser a mudança possível proposta pelo governo”, lembrou. “Depois emendaram uma greve pela data base, inflando o ego dos professores que ainda estavam com as feridas abertas após o confronto, forçados por eles mesmos”, lembrou a professora.

O que veio depois, segundo análise dela, é que o projeto da Paraná Previdência foi aprovado e nada mudou, como foi amplamente defendido e o reajuste do funcionalismo, que num primeiro momento o governo se dispôs a conceder 5% este ano, acabou reduzido para 3,45% a ser pago no distante mês de novembro. “Nos dois casos o que aconteceu é que a categoria e o funcionalismo em geral, se deixou levar pela má fé de sindicalistas muito mais preocupados em desgastar a imagem do governador”, concluiu.

Trabalho de história aplicado no Ceebja Ayrton Senna da Silva, em Almirante Tamandaré, contém questões contrárias ao governo do Estado.

prova-ceebja - via gazeta do povo1 da Gazeta do Povo:

Uma avaliação com questões contrárias ao governo do estado aplicada por dois professores de história para jovens e adultos no Colégio Ayrton Senna da Silva, em Almirante Tamandaré, causou polêmica nesta semana. Nas redes sociais uma foto do trabalho mostra questionamentos feitos com base na greve de 73 dias dos servidores da educação neste ano. Há ênfase para alguns episódios-chave no protesto, como a repressão policial aos professores no dia 29 de abril para a votação das mudanças na Paranaprevidência na Assembleia Legislativa. Os docentes que elaboraram o material defendem que a intenção foi despertar a consciência política nos alunos. Especialistas, no entanto, interpretam que é possível ver uma distorção no papel que se espera dos mestres em sala de aula. Clique na imagem para ampliar.

Usar recursos previstos em regimento para desmanchar acordos duramente costurados, apenas com o objetivo de salvaguardar a imagem de alguns deputados perante os servidores estaduais, prejudica os próprios trabalhadores.

Editorial, Gazeta do Povo:

O Paraná inteiro sabe o quanto custou o acordo para se votar o projeto de lei que concederia aumento de 3,45% aos servidores públicos do estado. O reajuste acertado deveria ser o capítulo final de uma novela iniciada no começo do ano e que envolve o esforço fiscal do estado para colocar em ordem suas contas, a greve dos professores e de várias outras categorias de servidores, a invasão do plenário da Assembleia Legislativa para impedir a votação de um projeto sobre a Paranaprevidência, e o tristíssimo episódio de 29 de abril, em que confronto entre polícia e professores deixou mais de 200 feridos. O estado inteiro – não apenas os servidores, mas também aqueles que deles dependem, como os alunos da rede estadual – sofreu, e esperava-se que, uma vez acertados os termos do reajuste salarial, seria possível retomar a normalidade.

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da Banda B:

Eles não querem aulas aos sábados. Pais, alunos e professores fecharam a rua Primeiro de Maio, no bairro Xaxim, em Curitiba, na noite desta quarta-feira (17), para protestar contra as aulas aos sábados, que vão acontecer por causa da greve dos professores que somou mais de 70 dias. O grupo quer diálogo entre o Governo do Estado e a Secretaria de Educação (Seed) para que seja realizada a sexta aula nos dias semanais, evitando que os alunos cumpram calendário escolar aos sábados, conforme proposta da pasta. A Seed já descartou a possibilidade de sexta aula alegando problemas na transição dos turnos e também que a medida não iria proporcionar o cumprimento dos 200 dias letivos obrigatórios.

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Eduardo Sciarra

O fim da ditadura militar provocou diversas transformações no Brasil. Na Educação houve a extinção de conteúdos considerados doutrinadores por especialistas da área. Obviamente, escola não é lugar para doutrinar ninguém e sim um espaço de ensino e aprendizado. A mudança curricular foi defendida para afastar das salas de aula qualquer disciplina que induzisse o aluno a algum tipo de ideologia. Nada mais adequado.

Em vídeo postado nas redes sociais, o governo respondeu a vídeo agressivo da APP-Sindicato em que culpa o Estado pela greve dos professores estaduais que deixou os estudantes sem aulas por 60 dias. “A greve dos professores foi julgada ilegal e abusiva pela Justiça. Mesmo assim, a APP-Sindicato manteve a paralisação por 44 dias, desafiando a lei e desrespeitando pais e alunos. Mas nunca é demais lembrar: nos últimos quatro anos, os professores do Paraná tiveram um aumento acumulado de 60% nos salários. O salário médio do professor paranaense é hoje de R$ 4.700,00, um dos maiores do Brasil e bem acima do que é pago nas escolas particulares”, diz o vídeo.