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O líder do PSC na Câmara dos Deputados, André Moura (SE), protocolou requerimentos na CPI da Petrobras para acareação da presidente Dilma Rousseff (PT) e os ministros Aloizio Mercadante (Casa Civil) e Edinho Silva (Secretaria de Comunicação) com o doleiro Alberto Youssef, no caso de Dilma, e dos ministros com o do dono da UTC, Ricardo Pessoa. As informações são da Folha de Londrina.

Os requerimentos são respostas a ameaças de parlamentares governistas que pediram a acareação entre o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e o lobista Julio Camargo, que acusou Cunha de pedir propina de US$ 5 milhões. Para que as acareações ocorram, elas precisam ser aprovadas pela CPI na volta do recesso em agosto.

O homem bomba, Ricardo Pessoa lista novos nomes de políticos que receberam dinheiro de propina. Documentos são apresentados como provas pelo empreiteiro. São tabelas, contratos e controles do dono da UTC. Lula recebeu R$ 2,4 milhões; José Dirceu, R$ 3 milhões, o filho deputado Zeca Dirceu (PT-PR) mais R$ 100 mil. A campanha de Dilma e o PT também são citados. As informações são do Jornal Nacional.

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Mônica Bergamo, Folha de S. Paulo:

A derrota dos representantes de Dilma Rousseff no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) no processo em que o empreiteiro Ricardo Pessoa, da UTC, é convocado para depor sobre a contribuição financeira que fez à campanha da presidente, em 2014, acendeu o sinal amarelo no PT. O resultado foi acachapante: os ministros rejeitaram os recursos, para que Pessoa não desse depoimento, por unanimidade.

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Dilma confraternizou com três dos empreiteiros presos na Operação Lava Jato: Marcelo Odebrecht, da Odebrecht, Léo Pinheiro, da OAS, e Pessoa, da UTC

Ricardo Noblat

A propósito de delação: Dilma repetiu, ontem, em entrevista na Casa Branca, que o governo ainda não tomou conhecimento do que confessou à Justiça o empresário Ricardo Pessoa, apontado como o chefe do cartel das empreiteiras envolvidas na roubalheira na Petrobras.

Bem, se o governo não tomou ainda conhecimento por que ela se apressa em desqualificar o que Pessoa possa ter tido?

Na prática, ao proceder assim, tenta impedir que se faça Justiça. E poderá ser processada por isso.

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O presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), disse ontem que a presidente Dilma Rousseff “não está bem” de raciocínio por ter afirmado que “não respeita delator”, em referência a Ricardo Pessoa, dono da UTC. Ao ironizar Dilma, o tucano afirmou que a presidente “ou não está raciocinando adequadamente ou acredita que pode continuar a zombar da inteligência dos brasileiros”. As informações são da Folhapress.

Em nota divulgada pelo senador para comentar as declarações de Dilma sobre a delação premiada de Pessoa, Aécio afirmou que Dilma cometeu o “acinte” de comparar a delação do empresário à pressão que a presidente sofreu na ditadura militar para delatar seus companheiros de luta pela democracia.

do Lauro Jardim:

Dilma Rousseff teve tempo para pensar em alguma resposta minimamente convincente a dar ao Brasil sobre a delação premiada de Ricardo Pessoa. VEJA saiu na manhã de sábado e a presidente só abriu a boca ontem à tarde. Teve mais de 48 horas e a oportunidade de ouvir conselhos de um sem número de assessores, e o que conseguiu ontem foi soltar uma série de frases constrangedoras em seu tour por Washington.

Disse que “não respeita delator” e comparou Pessoa a Joaquim Silvério dos Reis – como se ela, ou quem sabe Lula, fossem Tiradentes.

Explicou que não respeita delator por que esteve “presa na ditadura militar e sei o que é. A ditadura fazia isso com as pessoas”. Aí fica ainda mais difícil ainda de entender onde Dilma quis chegar – ou o que quis dizer.

Que comparação é essa? Será que insinuou que Pessoa foi obrigado a falar o que falou por uma situação de exceção?

Ricardo Pessoa legalmente fez uma delação premiada, num governo em que o Congresso funciona livremente, o Judiciário também, a imprensa opera em liberdade plena. Ou seja, o governo Dilma pode ser o que for, mas não há como compará-lo a uma ditadura – como de modo surpreendente fez a própria Dilma.

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Mônica Bergamo:

Apesar de toda a expectativa em relação à delação premiada do empreiteiro Ricardo Pessoa, da UTC, e do que ele eventualmente falou sobre a participação da Odebrecht e da Andrade Gutierrez na formação de um cartel, ela ainda não foi homologada pelo ministro Teori Zavaski, do STF (Supremo Tribunal Federal). As informações dadas pelo empreiteiro, portanto, não podem ainda embasar nenhuma investigação da Operação Lava Jato.

A delação de Pessoa, há algumas semanas, se estendeu por vários dias. Os depoimentos dele foram colhidos em sessões que começavam às 8h e terminavam, algumas vezes, por volta das 22h.

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de Jailton Carvalho, O Globo:

O empresário Ricardo Pessoa, dono da UTC e Constran, citou o nome de pelo menos seis parlamentares, entre eles um ex-ministro, envolvidos com as fraudes investigadas na Operação Lava-Jato. O empresário fez referência aos políticos em acordo de delação premiada que deve ser assinado ainda nesta quarta-feira com o grupo de trabalho da Procuradoria-Geral da República encarregado dos inquéritos sobre parlamentares aberto no Superior Tribunal Federal (STF). Entre os políticos citados está o ex-ministro de Minas e Energia, o senador Edison Lobão (PMDB-MA). Segundo investigadores, ele acertou os termos de delação premiada, e assinou o acordo para colaborar nas investigações sobre políticos envolvidos na Lava-Jato. No acordo, Pessoa prometeu devolver R$ 55 milhões.

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Em artigo publicado nesta terça-feira, 17, no jornal Folha de S. Paulo, o ex-ministro das Comunicações, Paulo Bernardo (PT) se defende e reage por ter seu nome envolvido em pedido de propina de recursos desviados na Petrobras. “Centenas de reportagens foram publicadas com os mesmos elementos: em 2010, Paulo Bernardo Silva, então ministro do Planejamento, teria pedido ao então diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, uma doação de campanha para Gleisi Hoffmann, candidata ao Senado”, disse Bernardo, marido da senadora Gleisi Hoffmann (PT), ex-ministra da Casa Civil e que responde inquérito aberto no STF por participar do esquema.

Paulo Bernardo não explicou sua condição de testemunha de Ricardo Pessoa, dono da UTC, preso em Curitiba, que responde por desvio de dinheiro da Petrobras e contumaz financiador das campanhas eleitorais. E também deixou de registrar que ele, Bernardo, está arrolado no inquérito da sua mulher para ser oitivado no STF.

No Leia Mais, a íntegra do seu artigo.