Tag

roberto requião

Browsing

_RIA2212

O Ministério Público do Paraná opinou pela continuidade de processo envolvendo o senador Roberto Requião (PMDB-PR) e Rodrigo Costa da Rocha Loures – cotado no governo para dirigir Itaipu – sobre desvio de R$ 23,7 milhões em fiscalização de obras em rodovias no Estado. O parecer do MP foi pela legitimidade do Fórum Nacional Contra o Pedágio como autor da ação. As informações são de Andreza Matais e Marcelo de Moraes na Coluna Estadão.

requiao

O senador Roberto Requião (PMDB-PR) afirmou que a versão de um delator que o acusou de liderar um esquema de desvios no Conselho de Contribuintes e Recursos Fiscais, que julga questões tributárias no Paraná, são “vingança” contra ele. As acusações do delator, o auditor fiscal Luiz Antônio de Souza, foram reveladas pela Folha em 4 de julho. A reportagem já contemplava a versão do governador, de que ele teria combatido a corrupção praticada por fiscais da Secretaria da Fazenda. As informações são da Folha de S. Paulo.

requiao-bala-de-prata

O senador Roberto Requião (PMDB) adiantou no jantar com o ex-presidente Lula e seis senadores que tem uma bala de prata contra o impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff (PT) e fez as contas. “Partindo de 22 votos e um universo de 57 senadores para conversar e dizer o que pretende, Dilma terá os 6 votos para o terço seguramente”, disse.

“Diante de tudo que tem ocorrido e resultado de minhas conversas no Senado, posso dizer que Dilma não volta apenas se não quiser”, completou Requião.

Lula e os senadores, se entreolharam, e fingiram que entenderam.

requiao (1)

O senador Roberto Requião (PMDB-PR) perdeu mais uma Justiça. A 4ª Vara da Fazenda Pública de Curitiba impugnou os recursos do senador na ação em que responde por contratação irregular na fiscalização dos pedágios no Paraná. A defesa de Requião tentou arguir a ilegitimidade do Fórum Nacional de Transporte – proponente da ação – que acusa Requião pela irregularidade e busca a devolução de R$ 40 milhões (valores atualizados) pagos ao IBQP (Instituto Brasileiro da Qualidade e Produtividade), em contrato sem licitação em 2004, para fiscalizar as estradas pedagiadas.

requiao-eduardo

O ex-presidente do Porto de Paranaguá, Eduardo Requião – irmão do senador Roberto Requião (PMDB-PR) – e mais oito ex-gestores do porto foram multados em R$ 13.058,92 pelo TCE. O valor é uma punição por irregularidades na licitação da obra de construção do terminal de importação de granéis sólidos. A licitação foi aberta em 2007. Segundo o TCE, a comissão de licitação do porto teria deixado que três empresas participassem, mesmo com elas não cumprindo as exigências do próprio edital.

(foto: arquivo/google)

requiao

Chamou atenção dos advogados que trabalham no caso e dos deputados da base aliada na Assembleia Legislativa o fato do Gaeco só divulgar agora, passado mais de 12 meses, a delação do auditor fiscal Luiz Antônio de Souza do envolvimento do senador Roberto Requião (PMDB-PR) em esquemas de corrupção na Receita Estadual.

O depoimento de Souza foi prestado entre maio e junho de 2015 e só revelado agora quando o Gaeco encaminhou o caso a Procuradoria Geral da Justiça – órgão que comanda o Ministério Público Estadual. Para a imprensa, o Gaeco justificou que só “subiu” o depoimento agora por conta da grande quantidade de informações apuradas nas investigações. E disse que o depoimento foi mantido em separado por envolver um senador da República, que tem foro privilegiado – por isso não poderia ser investigado em Londrina.

requiao-arzua

Há duas semanas, o Gaeco encaminhou à Procuradoria Geral de Justiça trecho da delação do auditor fiscal Luiz Antônio de Souza, no âmbito da Operação Publicano, que atribui ao ex-governador e senador da República Roberto Requião (PMDB) envolvimento em esquemas na Receita Estadual. Com informações da Gazeta do Povo.

Em depoimento, o auditor fiscal afirma que quem “quisesse resolver problema na Receita tinha que falar com o Heron Arzua”, que foi secretário da Fazenda no governo Requião, entre 2003 e 2010. “O escritório (de advocacia) dele que resolvia sobre qualquer coisa. Ele tinha um escritório, filho, filha ou parente dele”, declarou o Luiz Antônio. Segundo ele, Arzua e Requião seriam sócios nesse escritório.

osmar e alvaro dias

Independente à vontade do senador Roberto Requião, de voltar a disputar um novo mandato no Governo do Estado pelo PMDB, parlamentares peemedebistas, pró e contra o governo Beto Richa (PSDB), preferem que um dos irmãos Dias – Alvaro (PSDB) ou Osmar (PDT), seja o candidato do partido nas eleições de 2018. “Qualquer um dos dois representaria a altura o nosso partido e assim, fugiríamos da rejeição de Requião”, avaliam.

O cenário ideal, segundo imaginam, independente da pesquisa divulgada pela Gazeta do Povo, colocando Requião e Alvaro na liderança para a corrida ao Palácio Iguaçu, que só vai ocorrer daqui três anos e meio, é ter um dos irmãos Dias candidato do partido e Requião para reeleição a uma das cadeiras no Senado – serão duas em disputa. “Com certeza, além de eleger os dois, faríamos belas bancadas tanto na Assembleia Legislativa como na Câmara dos Deputados”, afirmam.

ra
Ora, pois, volta à cena principal a dupla que fez sucesso na década de 80 do século passado, Alvaro Dias e Requião, criador e criatura, imbatíveis na legenda do PMDB, então um partido de grande prestígio e credibilidade. Rivalizavam em popularidade, na época, com duplas sertanejas, como Milionário e José Rico ou Chitãozinho e Xororó.

Os dois se afastaram, chegaram a disputar uma eleição para o governo (Requião venceu) e se reencontram agora, na esquina das oportunidades eleitorais para 2018. São ponteiros na preferência da maioria dos paranaenses. De novo, parecem imbatíveis.

Essa aliança tem um caminho a ser percorrido. Passa pelas eleições municipais do ano que vem. Requião quer eleger o filho, Maurício, prefeito de Curitiba. E ele próprio quer renovar a vaga no Senado em 2018.

Nada há que possa atrapalhar um acordo, com exceção de Osmar Dias, irmão de Alvaro, que quer voltar a disputar o Senado. Mas como são duas vagas, podem se ajeitar. Neste caso, quem corre risco é o governador Beto Richa, candidato natural ao Senado. Ficaria isolado na disputa. Pois, pois, há muito tempo ainda e na política tudo pode mudar. Na paranaense, a cada minuto.