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Do Painel, Folha de S. Paulo:

A Polícia Federal encontrou indícios de que os pagamentos de propina revelados pela Operação Lava Jato continuam sendo feitos na Petrobras. Relatório da última etapa da investigação diz que o esquema “apresenta continuidade mesmo após a demissão do então diretor Paulo Roberto Costa” e “assola o país de Norte a Sul até os dias atuais”. A PF vai apurar pagamentos feitos pelas empreiteiras ao doleiro Alberto Youssef já em 2014 para encontrar obras em que pode ter havido propina.

youssef, andré vargas, paulo roberto costa

Terra de Alberto Youssef, André Vargas e Paulo Roberto Costa (foto), o Paraná confirmou, mais uma vez, que é um dos grandes centros da corrupção nacional. É o que diz o relatório divulgado hoje pelo Conselho Nacional de Justiça, que mostra o número de processos sobre corrupção das Justiças Estaduais. O levantamento reúne casos de improbidade e crimes contra a administração pública iniciados até 31 de dezembro de 2012. O Paraná tem um estoque de 5.219 processos, atrás apenas de São Paulo (15.161), Minas Gerais (13.075) e Bahia (7.202). O Paraná julgou 22% destes processos e, ao lado do Rio de Janeiro, é o terceiro Estado com menor índice de julgamento, atrás do Piauí, que julgou 15% dos casos, e da Bahia, que julgou 6% dos processos. Entre os julgados no Paraná por casos de corrupção, 31% dos réus foram condenados. A média de condenados é a mesma do país: no Brasil, 31%, menos de 1/3, dos julgados em casos desta categoria foram condenados. As informações são da Folha de S. Paulo.

Veja o levantamento do CNJ de casos de corrupção, processos julgados e condenados em cada Estado.

Foto: Fábio Rossi – Agência O Globo
Cosenza

Do Globo:

O diretor de Abastecimento da Petrobras, José Carlos Cosenza, sucessor de Paulo Roberto Costa no cargo, disse na tarde desta quarta-feira em depoimento à CPI mista da Petrobras que “nunca ouviu falar” de desvios de recursos ou formação de cartel para a realização de obras para a companhia. Cosenza destacou que a empresa realiza apurações internas e acompanha as investigações sobre o tema.

O relator da comissão, Marco Maia (PT-RS), utilizou declarações de Costa em depoimento a Justiça para questionar o sucessor sobre eventual propina de 3% nos contratos, repasses a partidos políticos e formação de cartel das grandes empreiteiras fornecedoras da Petrobras. Para todas elas, a resposta foi semelhante.

— Nunca ouvi falar — repetiu.

Os petistas, que tanto reclamaram do vazamento de trechos das delações premiadas de Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef, o que consideraram um golpe contra o partido e sua candidata, Dilma Rousseff, saberão a partir de agora o quanto não foi revelado e o que ainda está por vir.

Começam as delações premiadas de executivos das empreiteiras envolvidas. E dos longuíssimos depoimentos de Costa e de Youssef, o que a imprensa publicou é uma pequena amostra do grande esquema de corrupção montado. Enfim, a casa caiu. Depois das eleições, como queriam os petistas, Dilma reeleita, o esgoto da República deve ficar a céu aberto.

gleisi shopping

“Alberto Youssef confirmou aos investigadores o que disse o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa sobre o dinheiro desviado da estatal para a campanha da ex-ministra da Casa Civil Gleisi Hoffmann (PT-PR) ao Senado, em 2010. Segundo ele, o repasse dos recursos para a senadora petista, no valor de 1 milhão de reais, foi executado em quatro parcelas. As entregas de dinheiro foram feitas em um shopping center no centro de Curitiba. Intermediários enviados por ambos entregaram e receberam os pacotes. Em nota, a senadora disse que não recebeu nenhuma doação de campanha nem conhece Paulo Roberto Costa ou Alberto Youssef.”

Trecho da reportagem “Eles sabiam de tudo” da revista Veja deste final de semana.

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Do Globo:

O jornal americano New York Times, em sua edição eletrônica, publicou uma reportagem sobre o escândalo de desvio de recursos da Petrobras e suas consequências para a eleição do próximo presidente. Com o título “Escândalo em companhia brasileira de Petróleo tumultua campanha presidencial”, o texto menciona que o episódio destacou a competição ideológica das visões de como a Petrobras, que segundo o jornal “fez algumas das maiores descobertas de petróleo no mundo neste século”, deve ser administrada. “O caso apresenta um enorme desafio para a presidente Dilma Rousseff, que está em uma amarga batalha eleitoral contra Aécio Neves”, consta no texto.

“Com os dois candidatos lutando um contra o outro pela opinião pública, Aécio Neves está aproveitando o escândalo do petróleo para atacar Dilma Rousseff e sua administração”, afirma o New York Times. A reportagem diz ainda que desde que Dilma Rousseff assumiu, exerceu grande controle sobre a empresa de energia, alinhada com sua visão de que “grandes empresas estatais” deveriam ser os pilares do desenvolvimento brasileiro”.

lava jato youssef

As empresas acusadas de formar um cartel para lotear grandes licitações públicas no País, segundo investigação da Operação Lava Jato, doaram R$ 456 milhões a PT, PMDB, PSDB, PSB, DEM e PP nos últimos sete anos, sem fazer distinção entre situação e oposição. Parte do dinheiro foi repassada às legendas em valores fixos e mensais.

Segundo o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Youssef, parte desse dinheiro teve como origem esquemas de fraudes em contratos, lavagem de dinheiro e corrupção, e foi parar nas campanhas presidenciais de 2010 do PT e do PSDB. Levantamento feito pela reportagem mostra que o PT e o PSDB, juntos, receberam 55% do total repassado aos seis partidos via diretório nacional. Os R$ 456 milhões que irrigaram as contas dessas legendas de 2007 a 2013 – período que o Tribunal Superior Eleitoral publica para consulta na internet – representam 36% do total doado às seis legendas por pessoas jurídicas em geral, no período. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

dilma - petrobras

A maioria (80%) dos brasileiros tomou conhecimento das denúncias do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa que envolvem o pagamento de propinas em contratos da empresa para PT, PP e PMDB. Na opinião de dois em cada três eleitores (66%), as denúncias do ex-diretor são verdadeiras e houve pagamento de propina na estatal. Questionados se a presidente Dilma Rousseff (PT) tem responsabilidade sobre o caso de corrupção, 64% responderam positivamente. As informações são do Datafolha.

O Datafolha ouviu 9.081 eleitores em 366 municípios. O nível de confiança do levantamento é 95% (em 100 pesquisas com a mesma metodologia, os resultados estarão dentro da margem de erro em 95 ocasiões). O registro do estudo no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) é BR 01098/2014.

Foto: Geraldo Magela / Agência Senado costaGERALDO_MAGELA_AG_SENADO

De Amanda Audi Gazeta do Povo:

O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa teria sido convidado para assumir o Ministério das Cidades em março deste ano, poucos dias antes de ser preso pela Polícia Federal (PF) na Operação Lava Jato. A informação consta de uma troca de mensagens entre o doleiro Alberto Youssef e o deputado federal Luiz Argôlo (SD-BA) de 13 março – mesmo dia em que foi anunciada a substituição de seis ministros, entre eles o das Cidades, pela presidente Dilma Rousseff (PT). A conversa foi interceptada pela PF e estava sob sigilo até o início deste mês. Os diálogos não deixam claro se o convite teria sido feito pela própria presidente ou pelo PP, partido que controla o ministério.