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O deputado federal Ricardo Barros (PP-PR), relator do Orçamento de 2016, foi escolhido pelo plenário para relatar o projeto de lei (3123/15) do Poder Executivo, que fixa normas para o cálculo do teto de remuneração do servidor público e dos agentes políticos, previsto na Constituição.

A proposta visa limitar o salário de servidores que ganhar acima do teto. Para isso, explicita quais verbas indenizatórias serão incluídas e excluídas do cálculo do limite remuneratório.

O jornalista Lauro Jardim, da Veja, aponta que já são 10 os estados que parcelam os salários dos servidores. O que era comum caminha para excepcionalidade. A maioria dos governadores, com alguma exceção, além de reduzir despesas e investimentos para pagar a folha, admite o parcelamento dos salários se a crise econômica não for superada. O blog traz alguns exemplos.

No Rio Grande do Sul, o pagamento dos salários dos servidores é parcelado em quatro vezes. A primeira parcela de R$ 600 foi depositada dia 29. Uma segunda parcela de R$ 800 será depositada até o próximo dia 11. Já no dia 15 está programado o crédito de R$ 1,4 mil. A quarta parcela para quem ganha acima de R$ 2.800 será creditada até o dia 22. O Rio Grande do Sul tem mais de 200 mil servidores e a sua folha de pagamento está estimada em 1,1 bilhão.

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O corte de 25,98% nos contracheques, definido num primeiro momento, será reavaliado a cada ano a partir do retorno dos investimentos e da expectativa de vida dos participantes.

Uma grande batalha foi travada na Justiça por funcionários da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Correios) para tentar evitar que os participantes do Postalis, fundo de pensão da estatal, tenham redução de um quarto nos seus salários a partir de abril de 2015 pelo período de 15 anos e meio. A conta é resultado de um déficit atuarial de R$ 5,6 bilhões no Postalis, controlado pelo PT e PMDB, provocado por investimentos suspeitos, pouco rentáveis ou que não tiveram ainda rendimento repassado ao fundo. Também sob influência dos dois partidos políticos, o Funcef, dos empregados da Caixa Econômica Federal (CEF), e a Petros, da Petrobrás, contabilizam prejuízos bilionários. As informações são do Estadão.

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De Murilo Ramos, Época:

Um espectro ronda a casa 787 da Rua José Bonifácio, numa esquina do centro de São Bernardo do Campo, em São Paulo – o espectro do empreguismo. De longe, vê-se apenas uma casa amarela, simples e estreita como as demais da região. De perto, subitamente, tudo o que é sólido se desmancha no ar e – buuu! – sobram somente os fantasmas. Naquele endereço, na cidade paulista onde o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva mora e fez sua carreira, funciona o “escritório de representação”, em São Paulo, do Conselho Nacional do Serviço Social da Indústria, o Sesi.

A casa amarela mal-assombrada fica a 40 metros do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em que Lula se projetou como um dos maiores líderes políticos do Brasil. O sindicato mais famoso do país continua sob o comando de Lula e seus aliados. A casa amarela foi criada por esses aliados no governo de Lula. Quem a banca são as indústrias do país. Todo ano, elas são obrigadas a financiar as atividades do Sesi, cuja principal finalidade é qualificar os trabalhadores das indústrias.