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O que ocorreu em Paris fere a conquista mais preciosa da humanidade, que é o direito de se manifestar. Alega-se que o cristianismo teve seu tempo de trevas na Idade Média. Pois é: quantos séculos faz? Estamos em pleno século 21

Ruy Fabiano

Terrorismo e coerência não combinam. Caso contrário, os energúmenos que enxergam agressão numa piada, por mais abjeta, veriam que é incomparável, sob todos os aspectos, com o que eles mesmos promovem em terras muçulmanas contra cristãos.

Mais de cem mil cristãos – incluídas aí crianças – são assassinados por ano no mundo muçulmano pelo simples fato de que são cristãos. Não fazem proselitismo, não hostilizam, não fazem piada, nem muito menos constroem templos. Apenas têm outra crença. É o bastante.

Somente em Paris, há mais de cem mesquitas – grande parte construída nesta Era em que o Ocidente é alvo de atentados e hostilidades, sob pretexto religioso -, sem que se impeça ou constranja alguém de frequentá-las (a partir de agora, e em decorrência do que aconteceu na quarta-feira, já não se sabe).

terror - paris - Christian Hartmann --Reuters

Os dois irmãos Kouachi que participaram domassacre ao jornal satírico francês “Charlie Hebdo” foram mortos nesta sexta-feira (9). A informação foi confirmada pela prefeita de Paris, Anne Hidalgo. O terrorista Amedy Coulibaly, 32, que mantinha ao menos cinco reféns em Porte de Vincennes, em Paris, também foi morto. A informação foi dada pelo jornal francês “Le Monde”.

paris - reuters

Polícia invade e mata terroristas na França, segundo agência.

Do G1:

Mais de 88 mil integrantes das forças de segurança participam das operações, segundo o Ministério do Interior.

Operações policiais quase simultâneas encerraram os dois sequestros que estavam em andamento na França. Os irmãos Kouachi, suspeitos do massacre do Charlie Hebdo, e um sequestrador que mantinha reféns em um mercado em Paris morreram, segundo a imprensa local. Os reféns foram libertados com vida, também segundo a imprensa. A polícia ainda não confirmou as informações.

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Charge do argentino Liniers em homenagem à revista Charlie Hebdo

Nada do que é humano me é estranho, escreveu Terêncio. Haja estômago. O episódio de Paris, quando dois homens invadiram a sede da publicação “Charlie Hebdo” e mataram doze pessoas e feriram outras vinte, me deixou abalado e mais uma vez fui invadido pela sensação de que não há esperança para a espécie.

Entre os mortos, cartunistas que eu amava, Cabu e Georges Wolinski. Os terroristas gritavam “Alá é grande”. Revidavam à publicação de charges do profeta Maomé, em 2011. Foi também um atentado contra a liberdade de expressão. Fanáticos de qualquer catadura não aceitam outra verdade que não seja a sua. Na época, a ira de alas muçulmanas radicais lançou um atentado a bomba contra a publicação.