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O doleiro Alberto Youssef voltou a afirmar, em depoimento à Justiça, nesta quarta-feira (24), que realizou pagamentos de propina ao ex-deputado André Vargas (ex-PT-PR). A suspeita já é alvo de um inquérito da Polícia Federal. As informações são da Folhapress.

Segundo as investigações, que se baseiam em notas emitidas por empresas da contadora de Youssef, Meire Poza, foram entregues R$ 2,39 milhões ao político, que está preso preventivamente em Curitiba. O dinheiro, segundo afirmou Youssef nesta quarta, foi repassado a pedido do irmão do ex-parlamentar, Leon Vargas, em dezembro de 2013. “Ele me pediu que eu fizesse um recebimento de uma empresa para ele… Que eu pudesse emitir umas notas fiscais e ‘fazer reais’ para ele. E assim foi feito”, afirmou o doleiro, em depoimento à Justiça, se referindo a uma operação de lavagem de dinheiro.

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Os quatro serão transferidos hoje. A Justiça Federal no Paraná determinou que o ex-deputado André Vargas (ex-PT), o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto e outros dois ex-deputados presos preventivamente na Operação Lava Jato sejam transferidos da sede da Polícia Federal em Curitiba para um presídio comum, na região metropolitana da cidade.

A decisão foi tomada neste domingo (24) pelo juiz federal Sergio Moro, a pedido da Polícia Federal. Além de Vargas e Vaccari, serão transferidos os ex-deputados Luiz Argôlo (SD-BA) e Pedro Corrêa (PP-PE). Todos estão presos há pouco mais de um mês.
Eles irão para o Complexo Médico Penal, em Pinhais, onde já estão outros cinco presos da Lava Jato.

do Painel, Folha de S. Paulo:

Alberto Youssef é mantido sozinho numa cela na carceragem da Polícia Federal em Curitiba, mas é vizinho dos ex-deputados André Vargas, Luiz Argôlo e Pedro Corrêa, presos preventivamente sob a acusação de se beneficiar do esquema de corrupção na Petrobras, do qual o doleiro era um dos principais operadores.

Semanas atrás, já de madrugada, os três ex-parlamentares e companheiros de cela não paravam de conversar, contando histórias antigas.

– Vamos parar com a hora extra, excelências? Está na hora de fechar o parlamento! –pediu o doleiro.

A solicitação foi atendida, debaixo de risos.

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da Folha:

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Luís Roberto Barroso negou nesta quarta-feira (10) um pedido apresentado pelo deputado André Vargas (sem partido-PR) em que ele tentava evitar que a Câmara apreciasse seu processo de cassação.

Vargas reclamava da sessão da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), que manteve o relatório do Conselho de Ética da Câmara recomendando a cassação de seu mandato. De acordo com o parlamentar, dois suplentes votaram na ocasião e não haviam sido formalmente nomeados para o colegiado. Ele também alegou que não teve o direito de se defender. Com isso, queria derrubar a sessão da CCJ e anular seus efeitos, o que faria com que o processo retrocedesse em algumas etapas, evitando que o plenário pudesse votar hoje seu pedido de cassação.

Da Gazeta do Povo:

Alvo de processo por quebra de decoro parlamentar, o deputado federal André Vargas (sem partido- PR) pode escapar da cassação – o que faria com que não perca os direitos políticos e possa concorrer em futuras eleições. Vargas é processado por suas ligações com o doleiro Alberto Yousseff, um dos pivôs da Lava Jato. A cassação dele seria analisada nesta semana, mas Vargas fez uma cirurgia e pediu para adiar a sessão, que foi remarcada para os dias 3 ou 4 de dezembro. Mas a cúpula da Câmara agora remarcou a sessão para o dia 10, a uma semana dos encerramentos dos trabalhos da Casa. No ano que vem, os novos deputados tomam posse e a cassação de Vargas, que não se reelegeu, não poderá ser votada.

Andre-Vargas

Por falta de quórum, a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados adiou, pela quarta vez, a análise de um recurso do deputado André Vargas (PT-PR), que contesta um parecer do Conselho de Ética pedindo a cassação de seu mandato. Uma nova reunião da CCJ foi marcada para hoje. Vargas é acusado de envolvimento com o doleiro Alberto Youssef, investigado pela Polícia Federal no âmbito da operação Lava Jato, que apura um esquema de lavagem de dinheiro que pode ter movimentado R$ 10 bilhões. As informações são da Agência Estado.

youssef, andré vargas, paulo roberto costa

Terra de Alberto Youssef, André Vargas e Paulo Roberto Costa (foto), o Paraná confirmou, mais uma vez, que é um dos grandes centros da corrupção nacional. É o que diz o relatório divulgado hoje pelo Conselho Nacional de Justiça, que mostra o número de processos sobre corrupção das Justiças Estaduais. O levantamento reúne casos de improbidade e crimes contra a administração pública iniciados até 31 de dezembro de 2012. O Paraná tem um estoque de 5.219 processos, atrás apenas de São Paulo (15.161), Minas Gerais (13.075) e Bahia (7.202). O Paraná julgou 22% destes processos e, ao lado do Rio de Janeiro, é o terceiro Estado com menor índice de julgamento, atrás do Piauí, que julgou 15% dos casos, e da Bahia, que julgou 6% dos processos. Entre os julgados no Paraná por casos de corrupção, 31% dos réus foram condenados. A média de condenados é a mesma do país: no Brasil, 31%, menos de 1/3, dos julgados em casos desta categoria foram condenados. As informações são da Folha de S. Paulo.

Veja o levantamento do CNJ de casos de corrupção, processos julgados e condenados em cada Estado.

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Youssef, Janene, Vargas e agora Gleisi: o Paraná no centro das denúncias da Petrobras

De Rogério Galindo, Gazeta do Povo

Foi aqui que começou o escândalo da Petrobras, lembram? Começou com a Operação Lava Jato, que teve seu centro no Paraná. O principal envolvido a ser preso já de cara foi Alberto Youssef, um doleiro velho conhecido da política local que agora se vê que tinha influência também no resto do país.

Foi daqui a primeira “vítima” política do escândalo, o deputado André Vargas, à época vice-presidente da Câmara. Abatido em voo, terminou sendo obrigado a deixar o partido e nem pôde concorrer à reeleição.